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Ideias

Suicídio assistido fracassa na Escócia, França e Inglaterra

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Os parlamentares da Escócia, França e Inglaterra rejeitaram propostas recentes para legalizar o suicídio assistido. A principal razão foi a falta de salvaguardas contra abusos e o medo da “rampa de escorregadia”, onde a prática poderia ser expandida para grupos vulneráveis ​​além dos pacientes terminais.

O que aconteceu com os projetos na Escócia e na Inglaterra?

Na Escócia, o parlamento rejeitou directamente uma proposta por receio de que esta se tornasse novamente permissiva, como aconteceu no Canadá. Já na Inglaterra, o projeto caducou na Câmara dos Lordes após receber mais de 1.200 emendas, não tendo tempo suficiente para debates antes do fim da sessão parlamentar.

Qual é o principal argumento dos oponentes nesses países?

A maior preocupação é a chamada “rampa escorregadia”. Políticos e médicos temem que isto se torne uma forma de pressionar os idosos ou pessoas com deficiência que se sentem um fardo para as suas famílias e para a sociedade, normalizando a morte como solução.

Como a França está lidando com o tema do fim da vida?

O país vive um impasse. O parlamento francês aprovou investimentos e leis para melhorar os cuidados paliativos (tratamento para aliviar a dor e dar conforto), mas o Senado apresentou uma proposta de suicídio assistido, defendendo que a medicina deveria focar no cuidado e não causar a morte.

Quais salvaguardas estão previstas na proposta britânica?

O texto revelado que o paciente teve menos de seis meses de vida, é mentalmente e manifesta o desejo de morrer duas vezes, sem pressão externa. O processo precisaria de aprovação de dois médicos e de um comitê com jurista e psiquiatra. Mesmo assim, muitos parlamentares consideraram essas regras insuficientes.

Existe uma chance desses projetos voltarem a ser planejados?

No Reino Unido, a deputada autora do projeto pretende representá-lo, mas o processo tem que recomeçar do zero. Na França, o governo pode tentar conciliar as posições das casas legislativas ou até convocar um referendo popular para que o povo decida sobre o assunto.

Conteúdo produzido a partir de informações coletadas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na integra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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