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Ideias

Rei Charles deixa de ser o “Defensor da Fé”

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Oh Subsídio Soberano é o financiamento soberano da família real inglesa que envolve uma despesa anual de 369 milhões de libras. No relatório com o qual os órgãos competentes fixaram, no último dia 26 de junho, a última parcela do financiamento, lê-se que “Sua Majestade é o Governador Supremo da Igreja da Inglaterra e protege o espaço para a Fé dentro da ação multirreligiosa”. Como é fácil notar, esta expressão é muito diferente do sobrenome historicamente atribuído aos soberanos ingleses: “Chefe da Igreja da Inglaterra e Defensor da Fé”.

O título de Defensor Fidei foi concedido por Leão X a Henrique VIII em 1521, por ter combatido a reforma de Lutero e reiterado a adesão da Inglaterra à Igreja Católica. Como se sabe, os acontecimentos seguintes tomaram outro rumo: Henrique VIII fundou uma nova igreja tendo o rei da Inglaterra como chefe e perseguiu duramente os bispos que permaneceram leais a Roma, como John Fisher, e também os seus próprios ministros, como Thomas More. À medida que as violências aumentavam sob o reinado de Elizabeth, acaciaram as ordens religiosas com o confisco de seus bens e com a proibição de celebrar a massa. Encanto isso, o anglicanismo assumiu progressivamente muitas conotações protestantes e, contente, encontra-se em um estado de reserva interna. Mas o título de Defensor Fidei permanecerão pelos próximos 500 anos.

Por ocasião do último Ramadã, o Palácio de Buckingham invejou todos os residentes muçulmanos na Inglaterra Comunidade uma mensagem de felicitações por parte do monarca, enquanto havia esquecido de desejar uma feliz Páscoa aos cristãos.

O problema não é a eliminação do título Defensor Fideique já foi um abuso na época de Henrique VIII e, se referido à religião católica, permanenteau assim por 500 anos; mas sim a constatação do espírito da Inglaterra liberal, isto é, o pluralismo religioso fundado no indiferentismo religioso. De Defensor da Fé, o rei Charles tornou-se defensor de uma fé égérica e vazia, de uma atitude sem conteúdo, ou seja, de todas as fés e de nenuma delas, defensor do pluralismo liberal, entrando assim em contradição até com a razão. Esta já não é considerada capaz de compreender e valorizar a diferença entre uma religiosa e outra, abdicando de seus próprios bens deveres e de seus próprios bens possíveis.