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Ideias

“Racismo científico” é o novo inimigo da esquerda no Congresso

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O Congresso Nacional, certamente não por falta de outras pautas mais importantes, resolveu ressuscitar um conceito que se imaginava restrito ao estudo de historiadores: o racismo científico.

A ideia, historicamente associada às teorias raciais que marcaram o século XIX e início do século XX e posteriormente desacreditada pelos avanços da genética e da antropologia, é objeto de um projeto de lei que acaba de ser aprovado pela Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara dos Deputados.

A proposta pretende incorporar o conceito de racismo científico ao ordenamento jurídico brasileiro e estabelecer políticas públicas permanentes para seu enfrentamento. Mas o texto ainda está longe de virar lei: o projeto que quer regulamentar a Constituição sobre racismo científico ainda aguarda um relator na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara.

Tranmitando na forma de um substitutivo, apresentado pelo deputado Pastor Henrique Vieira (Psol-RJ), o texto define o racismo científico como a disseminação de estereótipos ou preconceitos raciais por profissionais especializados, ou por quem fale em nome uma especialidade acadêmica, utilizando uma suposta fundação em evidências científicas.