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Tango inédito de Rita Lee, ‘Anjo Deslumbrado’, ganha voz após 43 anos

O cenário musical brasileiro é agraciado com a revelação de 'Anjo Deslumbrado', uma composição rara e até então inédita de Rita Lee (1947 – 2023). A música, coescrita com Guto Graça Mello (1948 – 2026), emerge agora no álbum de estreia da cantora mineira Mariana Mug, intitulado 'Pepita Rara'. Lançado como single, este tango representa um valioso achado para a cultura nacional e para os fãs da Rainha do Rock.
A História por Trás da Pepita Rara
'Anjo Deslumbrado' foi supostamente composta por Rita Lee e Guto Graça Mello em 1983. Naquele ano, a canção foi encaminhada à Divisão de Censura de Diversões Públicas (DCDP) para liberação, um processo comum à época. Embora não tenha sido censurada, a música nunca chegou a ser gravada, permanecendo sob a guarda de Guto Graça Mello por mais de quatro décadas. O jornalista e pesquisador musical Rodrigo Nogueira descobriu o pedido de liberação no Arquivo Nacional em fevereiro de 2026, revelando publicamente a existência da obra, que inicialmente cogitou ser gravada pela cantora Simone, ou pela própria Rita Lee.
O Legado de Rita Lee na Voz de Mariana Mug
Quatro décadas após sua criação, 'Anjo Deslumbrado' finalmente chega ao público pela voz de Mariana Mug, no primeiro álbum 'Pepita Rara', que conta com a produção musical póstuma de Guto Graça Mello. A gravação assume a forma de um tango, com a melodia provavelmente atribuída a Guto e a letra exibindo a inconfundível verve de Rita Lee. Este lançamento não apenas enriquece o repertório da música brasileira, mas também celebra a contínua influência de Rita Lee no entretenimento e na cultura.
Letra de 'Anjo Deslumbrado'
Dentro do meu peito Mora um anjo deslumbrado Um diabo solto Pelo corpo Sobe pela espinha Um arrepio Que me deixa meio tonto E rouco Meio louco Quero engolir seus beijos Doce suspiro Mordo sua nuca Lentamente Vou matando você Juro que não vai doer Juro que não vai doer Entro pelos quatro cantos Do seu corpo E injeto meu veneno Quente, delinquente Cravo minhas unhas No seu ventre E me esfrego Nesse sangue Vivo sem juízo Vamos delirar Na dor e na orgia Somos prisioneiros Condenados A morrer de amor Juro que não vai doer Juro que não vai doer
Fonte: https://g1.globo.com
