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Ideias

Por que aéreas low-cost estão deixando a União Europeia?

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Em 2026, a Ryanair planeia cortar 3 milhões de lugares e abandonar pelo menos 90 rotas na Europa. A decisão reflecte o impacto das agressivas regulamentações ambientais da União Europeia e das taxas aeroportuárias abusivas, que se tornaram cada vez mais insustentáveis.

Qual é a principal razão do voo curto da Ryanair?

O motivo é uma combinação de custos regulatórios crescentes e monopólios em aeroportos. A União Europeia tem regulamentações ambientais rígidas, como o Sistema de Comércio de Emissões (ETS), que encarecem o preço do carbono. Somado a isso, gestoras de aeroportos em países como Portugal e Espanha aumentam taxas sem sofer concorrência, o que inviabiliza as passagens de baixo custo.

O que é o Sistema de Comércio de Emissões da União Europeia?

É um mercado de carbono criado para combater as alterações climáticas. O governo define um limite de poluição permitido que diminui ao longo do ano. As empresas que emitem gases precisam comprar licenças. Como a oferta dessas licenças cai e a demanda por voos sobe, o preço dispara, e esse custo extra acaba sendo repassado para o bolso do passageiro.

Como os monopólios aeroportuários prejudicam as viagens?

Em muitos países europeus, uma única empresa controla quase todos os aeroportos, frequente com proteção estatal. Sem rivais, essas empresas aumentam as taxas de embarque e o uso das faixas acima da inflação. Para as companhias ‘low-cost’, que dependem de custos baixos para vender passagens baratas, essas taxas tornam certas rotas impossíveis de manter.

Quais são as consequências práticas destes cortes para as regiões afectadas?

A economia local sofre um golpe duro. Nos Açores, por exemplo, a saída da Ryanair em março de 2026 poderá causar um prejuízo de 160 milhões de euros por ano. Isto acontece porque o turismo diminui, afetando hotéis, restaurantes e empregos, e reduzindo o PIB da região em pelo menos 1,7%.

Para onde as empresas aéreas estão conduzindo seus aviões?

As companhias aéreas estão realizando suas operações para países com políticas mais liberais e amigáveis ​​à aviação, como Itália, Grécia, Hungria e Marroção. Esses destinos oferecem incentivos, reduzem impostos e evitam a criação de monopólios, provando que o capital e os serviços fogem de ambientes onde uma intervenção estatal ignora a realidade económica.

Conteúdo produzido a partir de informações coletadas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na integra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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