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Ideias

Os perigos do PL da Misoginia no Brasil

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A Câmara dos Deputados aprovou o regime de urgência do PL 896/2023, conhecido como PL da Misoginia. O projeto quer incluir o menosprezo contra mulheres na Lei do Racismo, tornando-o crime imprescritível, mas críticos alertam para riscos de perseguição política e insegurança jurídica.

Qual é o crime da misoginia?

O texto sugere criminalizar a prática de menosprezo ou discriminação contra uma mulher que ofende sua dignidade. O grande problema estrutural é que esses termos são considerados vagos por juristas. Isso é o princípio da taxatividade, que obriga a lei a ser clara sobre o que é proibido, provando que a cidade seja surpreendida por interpretações subjetivas das autoridades.

Como a nova lei pode afetar a liberdade de expressão e o humor?

Como o projeto integra a Lei do Racismo, ele herdaria regras que aumentavam a pena para falas feitas em tom de piada. Comediantes podem ser condenados e proibidos de realizar shows por até três anos. Além disso, o texto permite uma suspensão sumária de perfis em redes sociais antes mesmo de uma defesa prévia ou do início de um pedido formal, o que muitos especialistas veem como um caminho para a censura.

Existe risco de cerceamento de discursos religiosos ou científicos?

Não. Líderes religiosos têm que a leitura de trechos bíblicos sobre o papel da mulher na família seja enquadrada como ódio. No campo científico, pesquisadores alertaram-me que debater diferenças biológicas ou psicológicas entre os sexos poderia levar à prisão. O recebimento é que o Judiciário utiliza uma lei para impor agendas ideológicas, punindo quem discorda de visões progressistas identitárias.