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MC Ryan SP Obtém Liberdade Condicionada na Operação Narco Fluxo

A Justiça Federal concedeu habeas corpus e determinou a soltura do funkeiro MC Ryan SP, que estava preso preventivamente desde abril sob investigação na Operação Narco Fluxo. Esta operação apura um suposto esquema bilionário de lavagem de dinheiro ligado a bets ilegais, rifas clandestinas e tráfico internacional de drogas. A decisão, assinada pela desembargadora Louise Filgueiras do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), também beneficia Diogo Santos de Almeida e impõe medidas cautelares rigorosas.
Fundamentação Judicial para a Soltura
A magistrada estendeu a MC Ryan SP os efeitos de outro habeas corpus já concedido a Henrique "Rato", investigado no mesmo processo. Em seu despacho, a desembargadora afirmou que a prisão preventiva não pode ser mantida sem elementos suficientes sequer para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Federal. Destacou que, até o momento, nenhum dos investigados foi formalmente denunciado e que a Polícia Federal solicitou mais 90 dias para concluir diligências e perícias, considerando incongruente a manutenção da prisão sem provas para a formação da opinio delicti.
Ausência de Riscos e Excesso de Prazo
A decisão enfatizou que a prisão cautelar não deve ser usada para facilitar investigações, não havendo demonstração concreta de que MC Ryan SP pudesse interferir na produção de provas, visto que os equipamentos eletrônicos e materiais já haviam sido apreendidos. Além disso, os desembargadores apontaram excesso de prazo na investigação, entendendo que, mesmo com a complexidade do caso, os prazos legais para conclusão do inquérito e oferecimento de denúncia não estavam sendo respeitados.
Medidas Cautelares Impostas ao Artista
Apesar da liberdade, MC Ryan SP terá de cumprir uma série de medidas cautelares. Entre elas estão a obrigatoriedade de comparecer a todos os atos do processo, informar qualquer mudança de endereço, comparecer mensalmente em juízo, não deixar a cidade onde reside por mais de cinco dias sem autorização judicial e não sair do país sem permissão da Justiça, com a entrega de seu passaporte.
Detalhes da Operação "Narco Fluxo"
Deflagrada pela Polícia Federal em abril, a Operação Narco Fluxo investiga a movimentação de mais de R$ 1,6 bilhão através de empresas de fachada, contas de passagem, criptomoedas e remessas ao exterior. A PF aponta suposta ligação com exploração de apostas ilegais, rifas digitais e lavagem de dinheiro oriundo do tráfico internacional de drogas. O documento judicial indica MC Ryan SP como “beneficiário final” da estrutura, com empresas do setor musical e de entretenimento supostamente utilizadas para misturar receitas lícitas com recursos ilícitos. Outros nomes como MC Poze do Rodo e Raphael Sousa Oliveira, criador da página Choquei, também foram inicialmente investigados.
Fonte: https://g1.globo.com
