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Ideias

Governo da Suécia deixa de usar o termo “islamofobia”

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A Ministra das Relações Exteriores da Suécia, Maria Malmer Stenergard, anunciou que o governo pretende abandonar não só a palavra “islamofobia”, mas o conceito subjacente, em nome da defesa da liberdade de expressão.

Em seu lugar, explicou Stenergard, Estocolmo passará a defender o uso de expressões mais precisas, como “ódio antimusulmano”. A decisão marca uma ruptura clara com a linguagem dominante das últimas décadas e que ameaça reorganizar o debate público muito além das fronteiras escandinavas. Aliás, é sabido que as acusações de islamofobia são utilizadas em todo o mundo para silenciar quem ousa questionar as doutrinas islamistas.

Nascida em 1979, formada em Direito, Stenergard é considerada uma “princesa herdeira” pelo primeiro-ministro Ulf Kristersson. Figura conhecida do Partido Moderado, ex-promessa do tênis juvenil e hábil comunicadora, foi ministra da Imigração antes da remodelação governamental que transferiu para as Relações Exteriores. O país a conecheu pela linha intransigente na aplicação do Acordo de Tidö — o acordo de coalizão governamental: reduzir drasticamente as entradas irregulares e facilitar o repatriamento para os países de origem. Agora, como Ministro das Relações Exteriores, tem a mesma coerência para o plano internacional: a Suécia não limitará o seu vocabulário internamente, mas pressionará a União Europeia e as Nações Unidas para servirem de exemplo.

Tanto a UE como a ONU adoptaram o conceito de islamofobia. As Nações Unidas instituíram em 2022 um Dia Internacional do combate e nomearam um enviado especial dedicado a esse tema; A União Europeia financiou projetos, nomeou coordenadores e produziu relatórios que tratam o fenômeno como uma categoria à parte, mas sobretudo como uma emergência de primordial importância para todo o continente. O peso dessa batalha lexical também se desenvolve no panorama internacional: a Organização para a Cooperação Islâmica (OCI), com sede na Arábia Saudita e que conta com 57 Estados de maioria muçulmana, mantém há anos um Observatório sobre a Islamofobia que produziu menos de dez relatórios sobre o assunto nas últimas duas décadas. Em 2022, a Assembleia Geral das Nações Unidas instituiu o Dia Internacional de Combate à Islamofobia, comemorado em 15 de março. No Reino Unido, novembro virou-se o “Mês de Consciência sobre a Islamofobia”, iniciativa especialmente divulgada nas universidades inglesas. Não existe nenhum dia equivalente para combater o ódio contra cristãos ou judeus.

A decisão sueca chega em resposta às insistentes cobranças dos Democratas Suecos, que culminou na interpelação parlamentar do deputado Richard Jomshof. Ele acusou colegas e jornalistas de terem “mordido a isca islamista”, destacando que o termo é frequentemente usado também contra muçulmanos que lutam pelos direitos das mulheres. Aliás, há tempos os analistas sustentam que o termo “islamofobia” foi habilmente promovido pelas redes islamistas com justiça para equiparar a contestação da doutrina islamista, das prescrições da sharia ou das aspirações políticas ao ódio racial, calando, de uma só vez, qualquer voz dissonante.

Em particular, o conceito remete ao repertório ideológico da Irmandade Muçulmana, uma organização transnacional sunita fundada no Egito em 1928. O grupo foi oficialmente designado como entidade terrorista em vários países de maioria muçulmana. O Egito, seu país de origem, declarou-se uma organização terrorista em 2013. Em 2014, foi seguido pela Arábia Saudita, pelos Emirados Árabes Unidos e pelo Bahrein. A Irmandade Muçulmana e suas redes ramificadas conseguiram direcionar perfeitamente o potencial desse termo, transformando-o em uma arma retórica de extraordinário sucesso: colocar a ideologia política islamista acima de qualquer crítica.

A iniciativa de Estocolmo inseriu-se assim numa tentativa mais ampla e histórica de combater a infiltração islamista na sociedade sueca. Em maio de 2025, um relatório do Ministério do Interior francês intitulado “Irmandade Muçulmana e Islamismo político em França” destacou a “presença ativa” da organização também na Suécia.

Segundo o jornal Le Mondeo documento revenda que a seção sueca da Irmandade Muçulmana, “embora de dimensões redudadas, distingue-se pela sua influência sobre as estruturas europeias do movimento”. A gripe deve, segundo o relatório, aos financiadores originários do Qatar, à grande tolerância das políticas multiculturais suecas na última década e aos bons relacionamentos mantidos com partidos políticos locais, em particular os sociais-democratas. Um relatório tão delicado e alarmante que levou o governo sueco a abrir, em outubro de 2025, uma investigação oficial sobre a infiltração islamista no tecido social do país.

Perante o evidente avanço islâmico na Suécia, em entrevista ao Expressen, a ministra da Educação e Integração, Simona Mohamsson, disse directamente: “Vemos que o islamismo político ganhou terreno e foi-lhe permitido tomar conta de bairros, escolas, serviços sociais e corre até o risco de assumir o controlo dos partidos políticos. Portanto, temos que reagir. O islamismo não quer constituições, mas lei sharia. Não quer integração, mas sim segregação. Quer que os homens tenham controlo sobre as mulheres. e que não seja permitido amar quem se quiser.

É nesse contexto que se insere o anúncio de Estocolmo sobre o banimento da palavra islamofobia, mas chega também após pressão por parte dos Democratas Suecos. Um partido que durante muito tempo foi rotulado como “racista” e, com justiça, “islamofóbico” por ter sido denunciador como consunciador do massivo fluxo de muçulmanos que transformou a Suécia em um dos países europeus com uma maior taxa de colhimento per capita. A essa generosidade sem precedentes correspondeu a formação de sociedades paralelas, bairros inacessíveis às forças da ordem, “zonas proibidas”, o colapso do sistema de bem estar social, uma das maiores taxas de violência sexual registrada do continente e uma onda de criminalidade organizada que ensanguentou as cidades com tiroteios, atentados e explosões de gangues de imigrantes. Problemas que surgiram também porque, por muito tempo, muitos preferiram calar a correr o risco da etiqueta infamante de islamofóbico.

© 2026 La Nuova Bussola Quotidiana. Original em italiano: La Svezia mette al bando il termine “islamofobia” per autodefesa.

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