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Documentário ‘Ney por trás das máscaras’ Explora o Artista Para Além dos Palcos

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O documentário “Ney por trás das máscaras”, dirigido por Esmir Filho e Thais Guisasola, estreou como hors concours na mostra Première Brasil do Festival do Rio 2026, oferecendo um olhar sobre os bastidores da vida de Ney Matogrosso. O filme, que prometia desvendar o ícone da música brasileira, esbarra na própria admissão do artista: a persistente 'trava emocional' que o acompanha.

Os Bastidores do Carnaval e a Desinibição Corporal

A narrativa central do documentário acompanha Ney Matogrosso durante os preparativos da Imperatriz Leopoldinense para o Carnaval de 2026, que homenageou o cantor com o enredo “Camaleônico”. Neste contexto, Ney se permite tirar as máscaras e fantasias, mostrando-se sem inibição física, inclusive em cenas de nudez frontal. Contudo, apesar da exposição corporal, a barreira emocional que o próprio artista menciona permanece intransponível, impedindo um mergulho mais profundo em sua alma. O filme registra sua interação em casa, no barracão e quadra da Imperatriz, além de momentos em camarins, revelando seu habitual discurso libertário e ousado.

Ampliando o Foco: Da Fazenda aos Palcos Nacionais

A crítica aponta que o documentário de Esmir Filho, que também dirige a cinebiografia ficcional 'Homem com H' (2025), expandiu excessivamente seu escopo. Além do Carnaval, “Ney por trás das máscaras” explora a vida de Ney em sua fazenda de 140 hectares, na Mata Atlântica em Sampaio Correia (RJ), onde ele pratica a soltura de animais silvestres, como uma jiboia, com autorização do Ibama. O filme também exibe cenas do cantor em um show grandioso da turnê “Bloco na rua” no Nubank Parque, em São Paulo. Este último aspecto, porém, perde parte de sua originalidade, já que o documentário “Olho nu” (2014), de Joel Pizzini, explorou de forma similar a intimidade do artista nos palcos e em cenários naturais.

Diferenciais e a Relação com a Mãe

Apesar da amplitude, alguns elementos se destacam no filme. O documentário oferece um vislumbre das interações de Ney Matogrosso com os trabalhadores da Imperatriz Leopoldinense, como as costureiras, mostrando um artista sem afetação ou estrelismo. Um dos pontos mais inéditos é a abordagem da relação de Ney com sua mãe, Beita de Souza Pereira, falecida em março de 2026 aos 103 anos. Essas revelações são particularmente interessantes para os fãs do cantor. No entanto, o filme, assim como Ney diante das câmeras, parece ficar 'travado', sem conseguir atingir uma catarse emocional completa ou um desfecho impactante.

Fonte: https://g1.globo.com

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