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Obituário: Karina Zeviani, Cantora de Voz Elegante e Alma Cosmopolita

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A cantora e compositora paulista Karina Zeviani (1975 – 2020) faleceu aos 51 anos, em 1º de outubro, em São José do Rio Preto (SP), devido a complicações de câncer de mama que se alastraram para o fígado. Conhecida por sua voz elegante e vivência cosmopolita, Zeviani foi vocalista dos aclamados coletivos internacionais Thievery Corporation (a partir de 2005) e Nouvelle Vague (a partir de 2008), transitando entre lounge music e bossa nova. No Brasil, chamou atenção em 2020 ao participar do programa "The Voice Brasil", onde interpretou "Sonhos" de Peninha.

Uma Carreira Global e Multifacetada

Antes de firmar-se na música, Karina Zeviani iniciou sua carreira como modelo, uma fase que a levou a viver em metrópoles globais como Londres, Nova York e Paris por sete anos. Insatisfeita com as pressões estéticas da profissão, ela a abandonou, passando um tempo na Alemanha, onde sua jornada musical teve um início inesperado. Ao participar de karaokês em bares locais, sua voz cativou o público, levando-a a ser contratada como cantora residente, marcando o prelúdio de sua vocação.

Em 2003, já em Nova York, Zeviani se apresentou no renomado clube Nublu, no East Village. Esse desempenho, por indicação de David Byrne, a alçou ao posto de vocalista do Thievery Corporation. Posteriormente, integrou o coletivo francês Nouvelle Vague, solidificando sua presença na cena musical internacional. Em 2009, de volta ao Brasil e radicada no Rio de Janeiro, teve a honra de dividir o palco com Caetano Veloso no show “Obra em Progresso”.

O Legado Solo e Projetos Finais

A vivência global de Karina Zeviani culminou em seu único álbum solo, "Amor Inventado", gravado em 2011 e lançado pela Som Livre em 2013. O disco, de repertório autoral, apresentou faixas notáveis como "Buiu", em parceria com Menino Josué, e "Muda Mutante". Esta última fazia alusão ao convite que recebeu em 2009 de Sérgio Dias para integrar o icônico grupo Mutantes, proposta que Zeviani recusou para focar em sua carreira solo.

Apesar do potencial, sua discografia solo não se expandiu após "Amor Inventado", resultando apenas no single "De Passagem" (2016). Contudo, a artista deixou um trabalho póstumo: músicas gravadas para a ainda inédita animação "Ho-Ho e o som do Brasil", assegurando que sua voz ressoará em futuros projetos.

Fonte: https://g1.globo.com

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