Celebridade
Aos 30 anos, ex-Malhação detalha os bastidores da trama: ‘Um inferno’

Anos após estrear na 18ª temporada de Malhação, a atriz Alice Wegmann revelou detalhes sobre sua saúde mental nos bastidores. A famosa destacou que desenvolveu transtorno alimentar na época da trama.
Alice explicou que os sintomas surgiram durante sua adolescência, quando sua carreira na televisão começou. “Foi quando eu entrei pra televisão. Foi a primeira vez que eu me vi ali, sendo muito exposta”, contou ela em participação ao programa Sem Censura, da TV Brasil.
A intérprete de Solange Duprat, do remake de Vale Tudo, admitiu que o diagnóstico foi feito apenas durante as gravações, mas que o transtorno foi desenvolvido antes de estrear nas telas. “Acho que esse transtorno, na verdade, começou antes, só que ainda não dava os sinais. Fiz ginástica artística dos 3 aos 11 anos, e lá tinha a coisa do peso, de subir na balança toda semana”, disse ela.
Ela comentou que outros conflitos internos foram desencadeados e aflorados na época, como a descoberta de sua sexualidade. “Saí da ginástica e entrei pro teatro, e aí com 15, na televisão, isso realmente começou e se desenvolveu, junto com a descoberta da sexualidade. Veio tudo junto”, completou a famosa.
A ajuda profissional
Ela destacou que seus episódios de compulsão alimentar se tornaram recorrentes durante uma década. “Durante 10 anos, tive muitos episódios de compulsão alimentar, quase toda semana. Eu fazia dietas muito restritivas, que é o maior perigo para esses episódios de compulsão. De segunda a sexta, eu fazia dietas muito restritivas e no final de semana eu chutava o pau da barraca… Comia qualquer coisa que visse pela minha frente”, contou Alice.
Em meados de 2018, a atriz decidiu mudar sua realidade e procurou ajuda profissional. Ela destacou que, apesar de ter melhorado sua relação com a comida, ainda enfrenta resquícios da época.
“A terapia mudou a minha vida, transformou minha vida para sempre. Quando eu comecei a fazer, que foi em 2018, eu mudei muito a minha relação com comida. Antes, eu pensava em comer o tempo todo. Tudo era um problema. Tinha essa questão da ortorexia, eu calculava, pesava o que eu comia”, contou a artista.
“Era uma prisão, um inferno. Eu não comia brigadeiro numa terça-feira, não podia comer arroz direito… Por causa da minha cabeça!”, completou ela.
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