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Zélia Duncan: ‘Agudo Grave’, um Show que Reimagina Clássicos com Maria Beraldo

Zélia Duncan, com seu aclamado show "Agudo Grave", oferece uma nova perspectiva para sucessos como "Catedral" e "Nos lençóis desse reggae", introduzindo uma sonoridade inovadora. A performance, que recebeu uma avaliação de quatro estrelas e meia, teve sua estreia no Rio de Janeiro em 25 de setembro de 2026, na casa Vivo Rio.
A Essência de "Agudo Grave"
O álbum "Agudo Grave" representa um marco nos 45 anos de carreira de Zélia Duncan, sendo seu 15º disco de estúdio. A parceria com Maria Beraldo, produtora musical e arranjadora do álbum, foi crucial para essa evolução sonora. O show homônimo, que começou em São Paulo em 4 de setembro antes de chegar ao Rio de Janeiro, expande essa proposta, renovando o repertório da cantora com arranjos transformadores.
Músicas como "Me revelar" (2001) ganham uma nova pulsação. O clássico "Catedral" (1994), que projetou Zélia Duncan nacionalmente, é reconstruído em uma atmosfera leve e inventiva, realçada pelo sopro do clarone de Maria Beraldo durante a estreia carioca.
Direção Artística e Banda Versátil
A direção do espetáculo é assinada por Zélia Duncan em colaboração com a cenógrafa Simone Mina. A banda, composta por multi-instrumentistas como Aline Gonçalves (flautas e clarinete), Amanda Camargo (piano), Antonio Loureiro (bateria), Ciro Bellucci (violões) e Fabio Sá (baixo), executa os arranjos de Maria Beraldo. Essa textura sonora explora a experimentação, mas mantém a acessibilidade para o público. Sua maleabilidade permite que se adapte tanto à energia quase roqueira de "Olhos de Cimento" (2026) quanto à delicadeza de "Meu Plano" (2026), parceria com Ná Ozzetti.
Repertório, Cenografia e Performance
Embora algumas composições do álbum "Agudo Grave" pudessem não atingir o mesmo nível de impacto sonoro, o show consegue elevar o repertório. A cenografia de Simone Mina, com móbiles que evocam cristais, complementa a fluidez e leveza do espetáculo. Músicas antigas como "Sentidos" (1994) ressoam como novas, enquanto "Pontes no Ar" (2016) evoca a atmosfera do Clube da Esquina, remetendo ao cancioneiro pop folk de Lô Borges. A teatralidade de Zélia, que já atuou como atriz, intensifica o sentido de versos de canções como "E aí, IA?" (2026), uma das parcerias com Alberto Continentino presentes no álbum.
Colaborações Marcantes e Legado
A participação de Lenine injetou vitalidade no show, com duetos em "Maravilha Disforme" (2026) e "Meu Xamego" (2025). Ele retornou para o bis, unindo-se a Zélia e Maria Beraldo em uma versão refrescante de "Nos lençóis desse reggae" (1994). A harmonização de faixas novas e antigas, como a envolvente "Enquanto durmo" (1996) e a íntima "Calmo" (2026), parceria com Zeca Baleiro, sublinha a atemporalidade do trabalho de Zélia Duncan. "Capitu" (1999), popularizada por Zélia, e "Matagal" (2024), composta por Maria Beraldo com participação de Zélia, também se destacaram, enriquecendo o diversificado repertório.
Fonte: https://g1.globo.com
