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Sensor de Glicose no Braço de José Loreto: Tecnologia Essencial no Controle do Diabetes Tipo 1

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O pequeno disco branco notado no braço de José Loreto, em cenas de 'Quem Ama Cuida', é um sensor de monitoramento contínuo de glicose. Essa tecnologia é amplamente utilizada por pessoas com diabetes para acompanhar as variações da glicemia ao longo do dia, condição que Loreto enfrenta desde os 14 anos, sendo diagnosticado com diabetes tipo 1.

O aparelho adere à pele e possui um filamento fino inserido logo abaixo dela, monitorando a glicose no líquido intersticial, entre as células, em vez do açúcar direto no sangue, como na medição por ponta de dedo. Ele registra medições sucessivas por 24 horas, e as informações podem ser consultadas em um leitor ou celular, exibindo o valor da glicose e sua tendência (subindo, estável ou caindo). Alguns modelos também alertam sobre riscos de hipoglicemia ou hiperglicemia.

Monitoramento de Glicose: Funcionalidade e Benefícios

É fundamental destacar que o sensor utilizado por José Loreto serve para monitorar a glicose, e não para liberar insulina no organismo. Essa distinção é crucial no tratamento da diabetes tipo 1, que exige a reposição do hormônio que o pâncreas deixou de produzir.

As leituras do sensor fornecem dados valiosos que, sob orientação médica, auxiliam o paciente a tomar decisões como corrigir uma glicose elevada, ingerir carboidratos em caso de queda ou ajustar doses de insulina nas refeições. Para o endocrinologista Clayton Macedo, uma das principais vantagens é a capacidade de perceber uma queda de glicose antes que ela atinja níveis perigosos, com alguns equipamentos emitindo alarmes, inclusive durante o sono, indicando tendências por meio de setas.

A Imperatividade do Acompanhamento Contínuo

Na diabetes tipo 1, o sistema imunológico ataca as células pancreáticas produtoras de insulina. Sem esse hormônio, a glicose acumula-se no organismo e precisa ser controlada com aplicação de insulina e monitoramento frequente. Oscilações glicêmicas podem ocorrer ao longo do dia, influenciadas por alimentação, atividade física, doses de insulina, sono, estresse e infecções.

Níveis de glicose excessivamente baixos (hipoglicemia) podem causar tremores, confusão e, em casos graves, perda de consciência. Já a elevação excessiva (hiperglicemia), se persistente, aumenta o risco de complicações e pode levar à cetoacidose diabética em pessoas com diabetes tipo 1. O sensor, ao contrário da glicemia capilar (picada no dedo), oferece uma visão abrangente do comportamento da glicose, identificando padrões como quedas noturnas ou elevações pós-refeições.

Comparativo: Sensor Versus Glicemia Capilar

Embora ambos os métodos acompanhem a glicose, eles medem em locais distintos. A glicemia capilar analisa diretamente a glicose no sangue, enquanto o sensor a mede no líquido intersticial. Isso pode gerar um pequeno atraso entre a mudança observada no sangue e a captada pelo sensor, mais perceptível em variações rápidas, como após exercício intenso ou refeições.

Por essa razão, o teste no dedo ainda é relevante. Ele pode ser necessário para confirmar uma leitura do sensor, especialmente quando o valor exibido não corresponde aos sintomas do paciente ou em casos de suspeita de hipoglicemia, garantindo uma precisão adicional no manejo da condição.

Variedades de Sensores de Glicose

Os dispositivos disponíveis no mercado, embora externamente semelhantes, operam de diferentes maneiras. Nos sistemas conhecidos como 'flash', o sensor armazena as informações, que são consultadas posteriormente com um leitor ou celular. Já os equipamentos de monitoramento contínuo em tempo real transmitem as medições automaticamente e podem emitir alarmes quando a glicose ultrapassa limites definidos ou apresenta quedas rápidas. A duração de cada sensor também varia conforme o modelo.

Fonte: https://g1.globo.com

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