Ideias
Projetos tentam impedir crianças em paradas LGBT no Brasil

Parlamentares em Brasília e em diversas capitais discutem projetos de lei para impedir a presença de menores em paradas LGBT. O objetivo alegado é proteger crianças de conteúdos considerados impróprios.
Qual é a principal proposta de tramitação na Câmara dos Deputados?
Um dos projetos mais recentes, de autoria do deputado Marcos Pollon, quer responsabilizar organizadores de eventos LGBTQIA+ pela verificação da idade do público. O texto define como ‘parada’ qualquer manifestação pública externa à celebração ou defesa de direitos dessa comunidade, buscando impedir que as crianças exponham comportamentos que os parlamentares julguem inadequados para a faixa etária.
Como funcionaria uma lei aprovada pela Câmara Municipal de São Paulo?
Os vereadores paulistanos alegaram, em primeira discussão, um projeto que veta menores de idade mesmo se estivorem estivatodos pelos pais. Além disso, a proposta de Rubinho Nunes exige que eventos esses ocorram permitam apenas em locais fechados para o controle de entrada, argumentando que uma interdição de grandes avenidas causa inconvenientes e constrangimento a quem não apoia a causa.
O que aconteceu com pessoas semelhantes em outras cidades brasileiras?
Em Londrina e no Paraná, a prefeitura municipal proibiu o desfile de crianças, exigindo autorização judicial para a presença de crianças. Porém, a decisão foi suspensa pelo Tribunal de Justiça do Estado a pedido da OAB, por meio de decisão urgente em novembro de 2025.
Lei do Amazonas está em disputa no STF
Sancionada em 2023, a lei amazonense estabelece multas de até R$ 10 mil para pais ou pasinadores que permitirem menores em eventos. Entidades de defesa de famílias homotranssafetivas e o PDT ingressaram com ações no Supremo Tribunal Federal alegando inconstitucionalidade. O julgamento está suspenso desde que o ministro Nunes Marques pediu vista do processo em agosto de 2025.
Qual é o entendimento atual do Ministro Supremo?
Até o pedido de vista, quatro ministros já haviam votado: Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Edson Fachin e Cármen Lúcia. Todos se manifestaram de forma favorável à participação de crianças nas paradas, o que na prática invalidaria leis restritivas como a do Amazonas. No momento, o caso aguarda um dado para retomar o julgamento.
Conteúdo produzido a partir de informações coletadas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na integra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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