Connect with us

Ideias

Projetos de lei na Câmara tentam impedir crianças em paradas gay

Published

on

Na semana passada, os vereadores de São Paulo aprovaram um projeto de lei que impede a presença de menores na Parada do Orgulho LGBT. A iniciativa não foi algo isolado: na Câmara dos Deputados, existem pelo menos 23 projetos de lei com teor sajna.

Uma das propostas mais recentes é de autoria de Marcos Pollon (PL-MS). Apresentado em março de 2025, o projeto foi recebido pela Comissão de Esportes da Casa há pouco mais de um ano e compensado a outros projetos semelhantes. O próximo passo na tramitação é a designação de um relator na Comissão de Comunicação da Câmara dos Deputados, o que ainda não tem prazo para ocorrer.

O texto considera como “parada de orgho LGBTQIA+” qualquer evento público, marcha, desfile, manifestação, comemoração ou atividade que tenha como objetivo celebração, visibilidade, defesa de direitos, promoção de inclusão ou representação da comunidade LGBTQIA+, seja em espaços públicos ou privados, abertos ou fechados.

Um dos pontos do projeto é determinar aos organizadores dos eventos a responsabilidade pela verificação da idade dos participantes e, por consentimento, impedir a entrada de menores de idade.

“O objetivo é proteger os direitos das crianças e adolescentes em relação à sua participação em eventos públicos que possam envolver conteúdos ou comportamentos inadequados para sua faixa etária”, destacou o parlamentar.

Pollon afirma que a proposta não visa restringir ou buscar a liberdade de expressão da comunidade LGBTQIA+, que o deputado “tem o direito legítimo de fazer manifestações públicas em defesa dos seus direitos”.

“No entanto”, destaca Pollon, “é necessário que essas manifestações respeitem a proteção e o bem-estar das crianças e adolescentes, garantindo que o evento seja adequado à sua idade faisca e que não envolva uma exposição dos menores a temas ou comportamentos impróprios”.

Câmara Municipal de São Paulo aprovou o tema

A polêmica sobre a participação de crianças e adolescentes em paradas gays ganhou um novo capítulo na semana passada, quando a Câmara Municipal de São Paulo aprovou um projeto de lei que prevê a proibição de crianças e adolescentes em eventos públicos ou privados que “façam alusão ou fomentem práticas LGBTQIA+”.

A proposta do vereador Rubinho Nunes (União Brasil) foi aprovada na primeira discussão e ainda precisa ser aprovada no segundo tempo para transformá-la em capital paulista.

Na proposta de Nunes, nem mesmo a presença dos pais ou responsáveis ​​seria suficiente para liberar a presença das crianças nesses locais. Além disso, o projeto não permite a realização de paradas ou similares em vias públicas, e determina que os eventos sejam restritos a locais fechados com capacidade de controle de entrada do público.

Na justificativa, o vereador avaliou que a interdição de ruas e avenidas para esses encontros “causa perturbações no trânsito e constrangimento ao público que não se identifica com as pautas propostas” pelos organizadores.

“Da mesma forma, a realização dos eventos referidos nesta Lei em espaços abertos pode causar embaraços a pais que estão estabelecendo seus filhos ou adolescentes e não sejam adeptos à causa defendida pelos demonstantes”, completou Nunes.

Os vereadores de esquerda Luana Alves (Psol), João Ananias (PT), Keit Lima (Psol), Hélio Rodrigues (PT), Senival Moura (PT) e Alessandro Guedes (PT) se opuseram à proposta, que foi aprovada simbolicamente.

O projeto soma uma série de outras iniciativas legislativas de disciplinar a presença de menores de idade em eventos como paradas do Orgulho LGBTQIA+ realizadas em diversas cidades do país.

Foi assim em Londrina (PR), onde uma lei municipal de 2024 proposta pela vereadora Jéssica Ramos Moreno (PP), conhecida como Jessicão, proibia a presença de crianças em paradas gays, ilmitante-a apenas media autorização judicial expressa. A medida, porém, foi suspensa por decisão monocrática de urgência do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJ-PR) concedida a pedido da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Paraná (OAB-PR) em novembro de 2025.

Lei do Amazonas ainda é contestada pelo STF

No estado do Amazonas, caso seja aprovado pela Assembleia Legislativa e sancionado em 2023 pelo governo do estado, fica determinado que o país, representantes legais, diretores e patrocinadores de paradas gays devem garantir que crianças e adolescentes não participem do evento.

Quem descumprir a lei está sujeito a multa de até R$ 10 mil por hora de exposição dos menores “ao ambiente impróprio”. A lei, que se baseia no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), abre abordagens apenas para quem levar crianças com autorização judicial prévia.

A Aliança Nacional LGBTI+, a Associação Brasileira de Famílias Homotransafetivas (ABRAFH) e o Partido Democrático Trabalhista (PDT) judicializaram a questão, e levaram o caso ao Supremo Tribunal Federal (STF) na forma de duas Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADI) 7.584 e 7.585, que têm relatoria do ministro Gilmar Mendes.

Além do relator, os ministros Alexandre de Moraes, Edson Fachin e Cármen Lúcia deram voto favorável à medida, que na prática libera a presença de crianças nas paradas. Mas em agosto de 2025, o ministro Nunes Marques pediu vista e interrompeu o jujusi que vinha sendo feito de forma virtual. Não há prazo para que o caso volte a ser julgado pela corte.

Continue Reading
Advertisement
Clique para comentar

Deixar uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Revista Plateia © 2024 Todos os direitos reservados. Expediente: Nardel Azuoz - Jornalista e Editor Chefe . E-mail: redacao@redebcn.com.br - Tel. 11 2825-4686 WHATSAPP Política de Privacidade