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Música

O baixista que mudou a vida de Geezer Butler (Black Sabbath)

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O Black Sabbath é reverenciado como fundador do heavy metal, e o estilo pesado, denso e proeminente de Geezer Butler tocar baixo definiu como o instrumento deveria soar no gênero.

No entanto, antes de se tornar uma referência nas quatro cordas, Butler teve sua própria epifania ao ver um mestre do instrumento tocar. Em uma declaração recente ao canal da Fender (via Blabbermouth), ele apontou exatamente quem foi o responsável por mudar sua trajetória musical: Jack Bruce, o lendário baixista e vocalista do Cream.

No programa Lowdown On The Low End, que reúne grandes nomes do instrumento para trocar experiências, Geezer Butler sentou-se ao lado de Nate Mendel, baixista do Foo Fighters, para conversar sobre a vida na estrada e a paixão pelo icônico modelo Fender Precision.

Ao relembrar sua juventude em Birmingham, Inglaterra, no final dos anos 1960, Butler contou que a primeira vez que assistiu ao Cream ao vivo mudou completamente sua percepção sobre o que era um contrabaixo.

Geezer Butler recordou esse episódio:

“O músico que realmente me mostrou o que se pode fazer com um baixo foi Jack Bruce. Quando fui ver o Cream, todo mundo dizia: ‘Você precisa ver esse guitarrista incrível. O nome dele é Eric Clapton.’ Naquela época, eles tocavam em pequenos clubes em Birmingham. Eu fiquei bem na frente do palco. Jack entrou com seu Fender e eu pensei: ‘Que diabos?’ Eu não conseguia acreditar que as pessoas conseguiam fazer aquilo com um baixo. E foi isso, ‘É isso que eu quero fazer’.”

O baixo de Geezer Butler

Ao ser questionado por Nate Mendel sobre o que o atraiu no modelo Precision, Geezer destacou o equilíbrio anatômico do instrumento, algo fundamental para o seu estilo de tocar.

“Troquei minha Fender Telecaster (guitarra) por um Precision (baixo). Pensei: ‘Bom, eu tenho uma Fender, então a próxima coisa que eu quero é outra Fender.’ Nada tinha o equilíbrio de um P-Bass. Tinha o equilíbrio perfeito. Muitos outros baixos tinham o braço muito pesado. Então este era perfeito porque eu também tenho dedos grossos, então o braço mais largo é ótimo para mim… Além disso, só tem dois botões, o que é ótimo para mim.”

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Guilherme Gonçalves (@guiiilherme_agb)

Guilherme Gonçalves é jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e atua no jornalismo esportivo desde 2008. Colecionador de discos e melômano, também escreve sobre música e já colaborou para veículos como Collectors Room, Rock Brigade e Guitarload. Atualmente, é redator em IgorMiranda.com.br, revisa livros das editoras Belas Letras e Estética Torta e edita o Morbus Zine, dedicado a resenhas de death metal e grindcore.

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