Cultura
Nos 80 anos de Maria Bethânia, conheça oito álbuns menos ouvidos (mas nem por isso menos relevantes) da cantora
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♪ “Olho d’água” (1992) – Em mais um álbum de tom interiorizado e vendas baixas, Bethânia ofereceu pérolas para poucos neste que talvez seja o título mais desconhecido da discografia da artista. Com sonoridade acústica calcada nos violões, alguns tocados pelo arranjador e produtor musical do álbum Jaime Alem, “Olho d’água” foi aberto e encerrado com vinhetas de “Sodade, meu bem, sodade” (Zé do Norte, 1953). Entre uma e outra, Bethânia enobreceu “Medalha de São Jorge” (1992) – joia da parceria de Moacyr Luz e Aldir Blanc (1946 – 2020) – e cantou “Modinha” (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, 1958). Há outros diamantes verdadeiros no veio de “Olho d’água”, álbum batizado com música feita por Caetano Veloso sobre poema de Waly Salomão (1943 – 2003). Entre eles, a canção “Além da última estrela” (Dominguinhos e Fausto Nilo, 1992) e a chula “Vida vã” (Roberto Mendes e Jorge Portugal, 1992), faixa que sinalizou que a cidade natal de Santo Amaro da Purificação (BA) é sempre um porto seguro para o canto de Maria Bethânia.
