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Mumford & Sons no Rock in Rio: A Evolução Sonora e o Encontro de Gerações

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A banda britânica Mumford & Sons fez sua estreia no Rock in Rio em um sábado à noite, no Palco Sunset, enfrentando não apenas a concorrência de outras atrações, mas também as altas expectativas criadas por sua própria história no Brasil. A única vinda anterior do grupo ao país, no Lollapalooza 2016 em São Paulo, estabeleceu um patamar de performance que se tornou um marco na carreira da banda e na memória dos fãs brasileiros.

Do Indie Folk Clássico à Nova Direção Musical

O show memorável de 2016 representou o auge de um som que misturava country, indie rock e o marcante banjo, da era do álbum "Babel", vencedor do Grammy em 2013. Aquela fase era caracterizada por um rock moldado para grandes multidões, gerando uma energia frenética que cativou o público. Hoje, a banda britânica aborda os festivais dos anos 2020 sob uma nova ótica, com sua música inicial sendo vista quase como um classic rock pela Geração Z, um status que abraçam com naturalidade.

A Nova Fase Criativa de Mumford & Sons

Antes da apresentação, o líder Marcus Mumford compartilhou que um hiato recente impulsionou a fase mais produtiva da carreira do grupo, resultando nos álbuns "Rushmere" (2025) e "Prizefighter" (2026). Ele revelou uma nova confiança nas canções recentes, que se tornaram suas favoritas, superando inseguranças do passado. Essa evolução, contudo, não significa a ausência dos grandes sucessos no repertório.

Ao vivo, as composições mais recentes, como "Rubber band man", "Prizefighter" e a bela "Here" — com ecos de Cat Stevens — demonstram maior complexidade e camadas sonoras em comparação aos hits da primeira vinda ao Brasil. Essa busca por um som mais trabalhado e visceral marca a identidade atual da banda.

Receptividade do Público no Palco Sunset

A plateia, embora moderada para um headliner e expressiva para não ser considerada um fiasco, aprovou tanto as novidades quanto os clássicos, especialmente o encerramento com "I Will Wait". Momentos marcantes incluíram "Ditmas", com um passeio interativo do vocalista junto às grades, e "Little Lion Man", tocada no início do show, que fez o público cantar o refrão em coro, arrancando um sorriso de Marcus Mumford.

O show se configurou como um acerto de contas com os fãs brasileiros e uma afirmação da banda Mumford & Sons em sua formação atual: um grupo em busca de sonoridades mais elaboradas e viscerais, sem renegar seu passado de indie rock característico. Embora talvez fosse mais adequado para um fim de tarde de festival, a performance refletiu a capacidade da banda de evoluir e se conectar com diferentes gerações de ouvintes.

Fonte: https://g1.globo.com

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