Música
Mick Jagger revela como foi trabalhar com Paul McCartney em nova música dos Rolling Stones

Mick Jagger e Paul McCartney estão decididos a acabar de vez com a rivalidade inventada dos anos 1960 entre os Beatles e os Rolling Stones. As duas bandas, que sempre tiveram um respeito mútuo entre si, se juntaram (em partes) em uma das faixas do novo álbum dos Stones, Foreign Tongues.
A novidade dos Rolling Stones estará disponível em plataformas digitais e lojas de discos no próximo dia 10, e o vocalista da banda de rock e blues elogiou a parceria com o baixista de Liverpool. “Foi muito fácil”, afirmou sobre a colaboração em uma nova entrevista à NME . “Obviamente, conheço o Paul há anos. Ele não é um estranho, mas nunca tocou baixo conosco antes. É diferente, sabe?”
O cantor também revelou que gravou sua parte “na mesma sessão” em que gravou “Bite My Head Off” para o último álbum da banda, ‘Hackney Diamonds‘, de 2023. “A nova música tem uma linha de baixo mais voltada para o funk”, explicou Jagger. “Eu disse para o Andy [Watt, produtor]: ‘Ele vai curtir isso? É uma música punk e eu quero um baixo distorcido. Vai ser simples, sem frescura.’ E o Paul fez exatamente o que era necessário em, tipo, 10 minutos.”
Como explicou o cantor, esta não foi a primeira vez que os dois uniram forças desde que conquistaram o mundo da música. Além das colaborações em “Bite My Head Off” e “Covered In You“, McCartney e seu companheiro dos Beatles, John Lennon, também ajudaram a compor o segundo single dos Rolling Stones, “I Wanna Be Your Man“, em 1963. Brian Jones, dos Stones, contribuiu brevemente para “Yellow Submarine” e Jagger também trabalhou em “Baby, You’re a Rich Man“. As duas bandas também fizeram uma apresentação única juntas em 1968, onde tocaram “Yer Blues” juntas, e duas décadas depois, Jagger introduziu os Beatles no Hall da Fama do Rock and Roll (via Ultimate Classic Rock).
O astro da banda Wings e ícone solo também falou com a NME sobre sua empolgação em participar do álbum , explicando que ficou “muito feliz” por ter sido convidado a contribuir. “Você poderia ser um pouco indiferente e pensar: ‘É, tá bom, e daí?’ Mas para mim, não foi assim – foi o contrário”, disse McCartney, relembrando em seguida como se sentiu no estúdio.
“Foi tipo, ‘Uau, ali está o Mick [Jagger]! Opa, ali está o Keith [Richards]! Uau, ali está o Ronnie [Wood]!’ Foi emocionante. Foi muito bom. O melhor de tudo é que eu só tinha que tocar baixo e não cometer erros, então foi ótimo”, revelou o baixista e cantor. “Cheguei em casa naquele dia e fiquei dizendo para todo mundo: ‘Acabei de tocar com os Stones!’ Fiquei feliz por não ter encarado isso com indiferença. É realmente emocionante. Nem todo mundo toca com os Stones!”
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