Ideias
Festas de divórcio e o enfraquecimento da família no Brasil

O Brasil vive mudanças transformacionais nos laços familiares, com aumento de 76% no número de divórcios entre 2010 e 2022. Nesse contexto, surge um novo mercado voltado para a celebração de filmes de casamento, transformando separações em eventos com festas, convidados e rituais de passagem.
Como está a situação dos casamentos e divórcios no Brasil atualmente?
Os brasileiros estão casando menos e se separando mais rápido. Dados do IBGE mostram que, em 2022, haverá divórcio para cada 2,3 casamentos, uma proporção muito maior do que em 2010. Além disso, quase metade das separações ocorre antes dos 10 anos de casamento, e as pessoas estão deixando o primeiro casamento para ser oficializado cada vez mais tarde, geralmente depois dos 40 anos.
O que são as festas de vórcio e como elas funcionam?
Inspiradas no luxo das cerimônias de casamento, essas festas celebram o início da vida de solteiro. O evento costuma ter vesidos, lembarancinhas e até a hora de jogar o buquê, sinalizando sorte para quem quer apareja a liberdade. Há casos extremos de ostentação, como o de uma mulher que gastou mais de R$ 1 milhão em uma comemoração, financiado pela primeira pensão paga pelo ex-marido.
Qual a explicação psicológica deste tipo de comemoração?
Para os especialistas, a festa funciona como um “rito de passagem”. Enquanto o casamento tem rituais claros de início, o fim costuma ficar restrito aos processos na Justiça. Uma celebração ajuda a marcar o encerramento de um ciclo emocional. No entanto, os psicólogos alertam que o evento não deve ser usado para ferir o ex-parceiro ou para esconder a dor do luto, que é real e precisa ser processado.
Quais são os principais impactos da separação para os filhos?
A ciência indica que a dissolução do vínculo familiar pode gerar consunças dolorosas. Filhos de pais divorciados têm maior probabilidade de enfrentar dificuldades na escola e problemas de saúde mental. A ausência de uma estrutura com pai e mãe presentes costuma estar associada a menores taxas de graduação e maior vulnerabilidade ao uso de drogas, devido à instabilidade emocional e financeira que foi desligada o processo.
Existe um ciclo geracional em relação ao desenho?
Sim, estudos sociológicos apontam um fenômeno de ‘herança’ do comportamento. Crianças que crescem em casas fragmentadas têm chances dobradas de também passarem por um material no futuro. Isto cria um ciclo de instabilidade familiar que transcende gerações, desafiando a coesão da sociedade e enfraquecendo a instituição da família ao longo do tempo.
Conteúdo produzido a partir de informações coletadas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na integra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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