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Estrelas do Pop Como Iza, Anitta e Marina Sena Impulsionam o Reggae no Brasil

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Canções como "Caos e sal / Tão bonito" de Iza, "Deus existe" de Anitta com Ponto de Equilíbrio, e "Combo da Sorte" de Marina Sena, representam uma nova fase para o reggae no Brasil. Essas faixas, de grandes nomes do pop nacional, indicam um ressurgimento do gênero jamaicano no mainstream da música brasileira.

A Redescoberta do Reggae no Cenário Musical Brasileiro

Celebrado o Dia Nacional do Reggae nesta segunda-feira (11), o gênero musical demonstra uma crescente relevância. Um estudo inédito da Globo em parceria com a Quaest revela que o reggae é o penúltimo tipo de música preferido pelos brasileiros, superando apenas o pop internacional. As colaborações e referências em músicas de artistas populares corroboram essa tendência de valorização.

Embora a influência jamaicana na música brasileira não seja uma novidade histórica, a simultaneidade de diversos artistas de estilos mais populares incorporando o reggae em seus trabalhos recentes aponta para uma tendência contemporânea. Além das mencionadas, MC Cabelinho lançou "Rastafari" em 2025 (provavelmente 2023 ou 2024, ajustando a data), e o projeto "Dominguinho" inclui faixas como "Ligação Estranha" e "Dois Mundos" com batidas jamaicanas.

Percepções de Artistas e Especialistas Sobre o Momento do Gênero

Iza expressou sua satisfação com o momento: "Está todo mundo se voltando para essa história maravilhosa que é o reggae no nosso país, que se veste de outras formas, como o Olodum, como o xote e várias outras vertentes." A artista, que planeja um álbum totalmente focado no reggae, observa um interesse renovado no ritmo.

Guilherme Guedes, jornalista e apresentador do Multishow, analisa que "a música é cíclica. As coisas vêm em ondas, desaparecem por um tempo e, aí, ressurgem." Ele destaca a enorme influência da cultura jamaicana na música brasileira, desde os paredões até gêneros e subgêneros da música eletrônica que estão em voga.

Guedes acrescenta que o atual momento da música busca "uma conexão, uma sonoridade mais orgânica ou uma conexão mais espiritual em alguns casos," elementos intrinsecamente ligados ao reggae.

Juliana Beydoun, produtora executiva da banda Tribo de Jah, que celebra 40 anos de carreira, vê com otimismo o interesse de grandes artistas do pop pelo reggae. Para ela, "Isso mostra a força e a relevância que o reggae continua tendo dentro da música brasileira e como ele segue alcançando novas gerações e públicos diferentes."

Beydoun reforça a importância de "ver uma nova geração de artistas surgindo dentro do reggae e artistas de outros segmentos dialogando com essa sonoridade," o que prova que o gênero "continua vivo, relevante e com um público muito fiel consumindo o ritmo."

Desafios e a Busca por Visibilidade no Mainstream

Recentemente, a relevância do reggae foi evidenciada pelo protesto de fãs nas redes sociais da Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa. A ausência de nomes do gênero no anúncio inicial de atrações da Virada Cultural 2026 gerou questionamentos. A secretaria, posteriormente, esclareceu que a programação completa do evento (23 e 24 de maio, São Paulo) inclui nomes como Mato Seco, Quinta Rasta, Radiola Reggae, e o franco-espanhol Manu Chao.

O Impacto de um Grande Sucesso Comercial

Para Guilherme Guedes, o que talvez falte para consolidar plenamente este bom momento do reggae no Brasil é "uma música que estoure. Um reggae feito aqui no Brasil, seja por quem for, que entre para as paradas e de fato consolide esse momento."

Guedes compara o cenário atual com os anos 1990, quando artistas como Edson Gomes, Cidade Negra e Natiruts, ou influenciados pelo reggae como O Rappa, despontaram. Ele observa que, agora, "artistas já consolidados" estão explorando a sonoridade do reggae, mas a falta de um hit impactante impede o gênero de figurar entre as músicas mais tocadas em rádios e plataformas digitais, limitando sua visibilidade no mainstream.

Fonte: https://g1.globo.com

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