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Com impacto cultural e econômico, 21ª CineOP reforça papel estratégico da preservação audiovisual

A 21ª CineOP – Mostra de Cinema de Ouro Preto chegou ao fim reafirmando sua posição como o principal evento brasileiro dedicado à preservação, à história e à educação audiovisual. Realizada entre os dias 25 e 30 de junho, a mostra beneficiou mais de 20 mil pessoas ao longo de seis dias de programação gratuita, movimentando a cidade histórica com sessões de cinema, debates, oficinas, encontros profissionais e atividades culturais que integraram público, pesquisadores, estudantes, educadores e profissionais do audiovisual.
Os números da edição refletem a dimensão do festival. Ao todo, foram exibidos 135 filmes — sendo 33 longas-metragens, quatro médias e 98 curtas — distribuídos em 42 sessões. A programação contemplou produções de 18 estados brasileiros e de seis países, entre pré-estreias, mostras temáticas e competitivas. Um dos destaques foi a Mostra Histórica, dedicada ao tema “Como Elas Começaram? Memórias do Primeiro Filme”, que revisitou os primeiros trabalhos de diferentes gerações de cineastas brasileiras. A edição também prestou homenagem à cineasta Helena Solberg, celebrando sua trajetória com sessões especiais e debates sobre sua contribuição ao cinema nacional.
A formação voltou a ocupar papel central na CineOP. O programa Cine-Expressão levou mais de 3.400 estudantes de 22 escolas públicas e privadas às salas de cinema, em sessões acompanhadas por debates que aproximaram crianças e adolescentes da produção audiovisual brasileira. Paralelamente, sete oficinas, quatro masterclasses internacionais e diversas atividades formativas disponibilizaram cerca de 500 vagas para estudantes, professores e profissionais do setor.
A programação também reuniu importantes espaços de reflexão, como o 21º Encontro Nacional de Arquivos e Acervos Audiovisuais Brasileiros e o XVIII Fórum Latino-Americano de Educação, Cinema e Audiovisual (Rede Kino). Ao todo, foram realizados 33 debates, diálogos e rodas de conversa, apresentados 22 projetos educativos, oito iniciativas voltadas à preservação, dois cases de restauro e lançados 21 livros. As atividades contaram com a participação de 133 profissionais brasileiros e cinco convidados internacionais de quatro países.
Além das salas de cinema, a cidade foi palco de uma intensa programação cultural. O tradicional Cortejo da Arte percorreu as ruas do Centro Histórico reunindo grupos culturais, congados, escolas de samba, fanfarras, artistas circenses e companhias de teatro. Já o Arraiá da CineOP promoveu shows de forró, quadrilhas, comidas típicas e ações solidárias, reforçando a integração entre o festival e a comunidade ouro-pretana.
A Mostra também deixou resultados expressivos para a economia local. A organização mobilizou uma equipe de 132 profissionais, contratou 230 empresas prestadoras de serviço e envolveu 22 hotéis, pousadas e restaurantes da cidade. Segundo a organização, o evento contribuiu para a geração de mais de 2 mil empregos diretos e indiretos, fortalecendo setores como turismo, serviços e economia criativa.
No ambiente digital, a CineOP ampliou seu alcance nacional e internacional. O site oficial registrou 95 mil visualizações, com acessos provenientes de 57 países, enquanto as redes sociais somaram mais de 2,6 milhões de visualizações durante o período do evento. A cobertura jornalística reuniu ainda 74 jornalistas credenciados, representando cerca de 400 veículos de comunicação de diferentes regiões do Brasil.
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