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Celebridade

Aos 33 anos, Lorrana Mousinho celebra sucesso em Três Graças e diz não se deslumbrar com a fama: “Sei que é ilusão”

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Foi sem pressa que Lorrana Mousinho (33) chegou a Três Graças. Nos primeiros capítulos da novela das 9 da TV Globo a artista foi responsável por dar vida a Claudia, uma das cuidadoras de Josefa, papel de Arlete Salles (87), que tinha poucas falas. No decorrer do folhetim, uma grande virada: a personagem, na verdade, era uma infiltrada na mansão, o braço direito de Rogério, vivido por Eduardo Moscovis (57), homem que reaparece a fim de desmascarar os vilões da trama. Ela saiu de quase elenco de apoio para integrar o núcleo principal da história. A personagem cresceu e o reconhecimento também. “A ficha vai caindo no dia a dia. Na academia, com a pessoa que pede para tirar foto, no Natal com o meu pai querendo que eu gravasse uma mensagem para o grupo de amigos dele que assiste à novela (risos). Artistas diversos que eu admiro começaram a me seguir, me cumprimentam e querem trocar comigo quando me encontram. O calor do público nas redes sociais, a torcida, as perguntas sobre o destino da personagem. Me ver e poder eu mesma admirar uma cena que fiz, não achar outra tão legal e pensar como posso melhorar. Tudo isso é muito novo e especial”, conta a atriz, professora de teatro e preparadora de atores, em papo exclusivo com CARAS.

Lorrana Mousinho. Foto: Marilha Galla

Por trás das câmeras

A vida mudou, mas não tanto quanto imaginam. “É engraçado ver como para as pessoas de fora parece que você mudou completamente, que tem algo de especial a seu respeito. Ou que você está metida porque sumiu, porque não respondeu a uma mensagem, ninguém pensa que você pode só estar com muita informação na cabeça. As pessoas dizem que você mudou, mas foram elas que mudaram com você e passaram a querer enxergar algo a mais sobre você, essa parte é a mais complexa”, observa a artista, que segue morando no mesmo lugar e com a vida corrida de sempre. “Sigo dando as minhas aulas, ensaiando a minha peça e gravando; essa, sim, é a novidade, e equilibrando os meus pratos”, explica.

Dificuldades

A realidade antes de Três Graças era como a da maioria dos artistas: difícil. “Acúmulo de empregos para sobreviver e muitos desafios cotidianos para a gente conseguir se manter fazendo a nossa arte. Artistas maravilhosos do seu lado desistindo e adoecendo a todo instante, me incluindo nessa equação do adoecimento. Eu vou fazer 34 anos em março. Isso dá um outro sabor para essa tal experiência maravilhosa, ela tem sabor de vitória. De validação de muitas formas”, conta Lorrana. Para ela, ao mesmo tempo que existe essa alegria e excitação com o trabalho, também há o desafio. “É a minha primeira experiência com um papel fixo em uma trama aberta, em que modificações e reviravoltas chegam a todo instante. Lidar com tudo isso causa bastante ansiedade e insegurança, a gente precisa a todo tempo reinventar nossa forma de trabalhar, o que é ótimo. A criatividade fica a mil por hora. Então, é um mix de emoções, uma verdadeira montanha-russa”, avalia.

Lorrana Mousinho. Foto: Marilha Galla

Autoestima

Há 15 anos Lorrana fez o primeiro cadastro na TV Globo e durante muito tempo acreditou que novela não era para ela. “Naquela época, não percebia perfis diversos na TV e, ao mesmo tempo, não via muitas mulheres como eu ali, de aparência comum. Já tinha a sensação que persistir durante anos, estudar e trabalhar não era o suficiente, era preciso me articular com uma rede de pessoas que eu não tinha acesso. Uma sensação que se eu tivesse outra cara, outro corpo, seria melhor. E isso foi me afastando, me desanimando”, recorda a artista, que acabou dedicando seu tempo ao teatro. “Mas com o passar dos anos, a gente entende que sem habitar esse espaço da TV é muito difícil você seguir  trabalhando como atriz e viver dessa profissão. Fora o desejo de poder fazer TV e estar nas obras que cresci vendo. Fui percebendo a TV mudar, comecei a ver perfis diversos, a ver pessoas como eu, na maneira como me enxergo. Isso me encorajou e foi me fazendo mudar de propósito. Quero ser uma atriz que circula, que faz teatro, faz TV, faz cinema, que pode viver múltiplas experiências”, afirma ela.

Justamente por isso, uma experiência como essa — no horário nobre da Globo — é importante não só profissionalmente, mas também pessoalmente. “Fica a esperança de as portas continuarem se abrindo a partir desse trabalho. Ando com um pouco mais de autoestima. Que bom, porque a minha sempre foi subterrânea”, diverte-se.

Lorrana Mousinho. Foto: Marilha Galla

Por conta da exposição, a fama se tornou inevitável e, apesar de ser um território cheio de espaços a serem explorados, Lorrana admite estar gostando do reconhecimento. Ainda assim, mantém os pés no chão. “Sei que não é real. Talvez se eu fosse mais jovem poderia cair nessa de achar que sou especial. Mas, na minha idade, depois desses anos todos de vivência na profissão e de troca com inúmeros artistas que já estiveram em tantas posições, sei que é ilusão. Não é bom cair em ilusões e achar que você é melhor do que alguém. Não sou, não somos. Estamos no mesmo barco. Eu só quero seguir fazendo meu trabalho com ética e pronto”, finaliza.

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