Música
Coachella 2026: Os 15 melhores momentos do primeiro final de semana

Teve muita coisa para absorver! Aqui estão 15 dos momentos e apresentações mais memoráveis do primeiro fim de semana do Coachella 2026.
Sexta-feira, 10 de Abril
BINI
Sendo o primeiro grupo filipino a se apresentar no Coachella, o BINI, composto por oito integrantes, sabia da importância do seu momento no palco Mojave e não decepcionou. Elas foram acompanhadas por um grupo de dançarinos para a coreografia impecável. Cantando em inglês, filipino e uma mistura de ambos em Taglish (mistura de taglité e inglês), elas estrearam a nova música “Blush”, do EP recém-lançado Signals, além de sucessos como “Karera”, “Salamin, Salamin” e “Pantropiko”, que encerrou o show. “Somos muito gratas por estarmos aqui representando as Filipinas”, disseram para a plateia. Já fazia tempo que o P-pop esperava alcançar o cenário global, e elas encheram os filipinos de orgulho. – Althea Legaspi
Turnstile
O retorno do Turnstile ao Coachella foi tão estrondoso, descontrolado e incrivelmente divertido quanto se esperaria de uma banda que ajudou a trazer o hardcore e a energia do mosh pit de volta para as massas suadas da Geração Z. Embora o show tenha sido ofuscado pelas notícias recentes da prisão do ex-guitarrista Brady Ebert pela tentativa de assassinato do pai do vocalista Brandon Yates, a banda optou por deixar a música falar por si (o pai de Yates apareceu em um segmento pré-gravado, falando com orgulho sobre o Turnstile ter recentemente passado de ensaiar no porão de casa para alugar um estúdio de verdade). A atual guitarrista Meg Mills alternava entre reverbs estrondosos e riffs pesados e poderosos, em sintonia com a energia explosiva do resto da banda. O Turnstile massacrou a multidão com músicas como “Endless” e “Blackout“, incentivando rodas punk cada vez maiores antes de encerrar com a impactante “Birds“. “Todo mundo pula!”, insistiu Yates, inspirando uma catarse geral na plateia. Ele encerrou o show com um longo crowd surfing, claramente sentindo o carinho de um público determinado a demonstrar todo o seu apoio à banda. – Jeff Miller
Radiohead Motion Picture House: KID A MNESIA
Houve um tempo, a não muito tempo atrás, em que o rock artístico e angustiante do Radiohead os tornou os padroeiros do Coachella (eles foram headliners do festival três vezes), então esta incrível exibição de filme/arte/retrospectiva/novo espaço totalmente dedicado à iconografia de seus dois álbuns lançados no início dos anos 2000, Kid A e Amnesiac, parece mais do que merecida. O espaço em si já merece destaque: um bunker completo, construído no solo e na encosta do campo, com um sistema de som incrivelmente imersivo e brilhante da L-Acoustics; o filme que está sendo exibido constantemente (e que está em turnê por outros locais este ano) é uma reflexão em stop-motion sobre a vida, a morte, a tecnologia, os relacionamentos e as emoções. Em outras palavras, é uma adição valiosa e uma expansão da profunda mitologia da banda. – J.M
Dabeull
David Said, também conhecido como Dabeull, é um produtor e músico francês que abraçou ao máximo a estética de astro do soul dos anos 70: ostentava um bigode enorme e se cobria de glitter, enquanto sua banda gigantesca aparecia em ternos de lazer, acentuando perfeitamente seu estilo de vocoder funk com direito a rebolado. Essa vibe pode cansar rápido, mas Dabuell a manteve interessante ao rotacionar os vocalistas de sua enorme banda analógica, dando novas vozes a cada novo sucesso repleto de teclados. – J.M
Slayyyter
Slayyyter lançou seu terceiro álbum de estúdio, Worst Girl in America, há menos de um mês — e não havia lugar melhor do que o Coachella para essas músicas ganharem vida pela primeira vez. A artista elevou o nível para seus colegas com um show às 15h no primeiro dia do festival, que parecia que poderia ter sido um horário nobre mais tarde naquela noite. O domínio de Slayyyter no palco evocava uma verdadeira sensação de euforia enquanto ela se jogava, gritava e arrasava em uma música após a outra, de “Cannibalism!” a “I’m Actually Kind of Famous” e “Beat Up Chanel$”. O Coachella definitivamente sabia como agitar a festa. – Larisha Paul
Sábado, 11 de Abril
David Byrne
PinkPantheress
PinkPantheress atraiu uma multidão enorme e entusiasmada no Coachella, sinalizando que um show como atração principal pode estar em seu futuro. Em vez de guardar “Stateside“, seu single de sucesso que atualmente está no Top 10 da Hot 100, para o final do show, ela o abriu com a música. Se alguém na plateia só quisesse ouvir isso, poderia ter ido embora em cinco minutos. Mas teria perdido uma das melhores performances do fim de semana e um triunfo marcante em sua carreira. A multidão cantou “Pain” de volta para ela e dançou ao som dos sets dos DJs Dare e DJ Joe durante a apresentação que lembrava uma festa em um galpão. No final, quando ela encerrou o show com “Illegal“, ficou inegável que o futuro do pop é PinkPantheress. – L.P
Jack White
Hoje em dia, há muito pouco que consiga unir todo o público do Coachella — o mundo da música se diversificou tanto que a ideia de um único sucesso parece quase mítica. Então, quando Jack White começou a tocar o acorde inicial efêmero de “Seven Nation Army”, foi como uma revelação: provavelmente não há uma única pessoa no festival que não cante instintivamente “whoa-a-oh-oh-a-oh-oh” sempre que ouve essa música, e ver o sorriso de White enquanto o público cantava e abafava o som estrondoso de sua guitarra depois do segundo verso (e mesmo depois do show terminar, quando o público saiu da tenda Mojave) não foi apenas uma prova do poder de um único acorde, mas do poder da música como um todo. – J.M
Geese
Nine Inch Noize
Sombr
Há exatamente um ano, Sombr se apresentou em Nova York como artista de abertura para Daniel Seavey, ex-vocalista da extinta banda Why Don’t We. Ficou claro que o palco não era o lugar mais familiar para o jovem artista, quase como se ele estivesse se sentindo intimidado. Quase nenhum vestígio daquela versão dele restou quando subiu ao palco do Coachella no sábado, naquela que provavelmente foi a apresentação mais marcante e definidora de sua carreira até então. Sombr dominou o palco e a plateia com a confiança de um artista ávido por mais. Com a participação de Billy Corgan, seu show, que misturou pop e rock explosivo, deixou claro seu potencial para futuras apresentações como atração principal. – L.P
Domingo, 12 de abril
Karol G
Karol G fez história como a primeira latina a ser atração principal do Coachella — e sua apresentação explosivamente energética, incrivelmente sensual, porém ao mesmo tempo realista e socialmente consciente, pareceu a maior noite de uma carreira que já teve muitas noites inesquecíveis. Da produção impressionante, que incluía uma estrutura de pedra em forma de caverna de três andares, a um repertório com 20 músicas próprias (incluindo seus hits “TQG” e “Amargura”), um cover de “Mi Tierra”, de Gloria Estefan, um mini-set de quatro músicas do pioneiro do reggaeton Yandel e canções com o Mariachi Reyna de Los Angeles (o primeiro grupo profissional de mariachi feminino dos EUA), ela hipnotizou a multidão. “Isso é para os meus latinos que têm sofrido neste país ultimamente. Nós os apoiamos, eu apoio minha comunidade latina… sintam orgulho, levantem suas bandeiras”, disse ela para o público, que agitava bandeiras da América Latina e do Caribe. Sua apresentação no Coachella a consolidou como uma nova figura mãe da música latina. – Vanessa Diaz
Iggy Pop
Iggy Pop fez sua terceira apresentação no Coachella. A primeira foi uma apresentação solo em 2001 e, em 2003, ele se reuniu com os Stooges para um momento histórico icônico. Seu show no domingo foi mais um para a história. Embora o Padrinho do Punk complete 79 anos em 21 de abril, ele estava cheio de vigor no palco, desmentindo suas mais de sete décadas de vida. Ele também estava em seu elemento: sem camisa e dominando o palco enquanto conduzia a multidão por um set de grandes sucessos no domingo, direto da tenda Mojave, que incluiu clássicos dos Stooges como “T.V. Eye”, “Search and Destroy” e “I Wanna Be Your Dog”, além de favoritos de sua carreira solo como “Passenger” e a estrondosa “Lust for Life”. – A.L
Wet Leg
Major Lazer
A apresentação do Major Lazer ao pôr do sol no domingo marcou seu retorno ao Coachella desde 2016, quando seu extenso catálogo de hits se expandiu com a colaboração com Justin Bieber em “Cold Water” e o single “Light It Up” alcançou o topo das paradas. O festival os recebeu de volta em grande estilo. O público se espalhou por todo o campo e dançou ao ritmo da mistura de EDM, dancehall, pop e muito mais — incluindo uma participação especial de M.I.A. para cantar “Paper Planes“. O show marcou a primeira apresentação da banda no Coachella com a vocalista America Foster, que se juntou ao grupo em 2025, e com o baterista Ape Drums, que entrou em 2019. Em um momento emocionante no final da apresentação, Foster se inclinou para Ape Drums enquanto chorava ao ver o quanto eles haviam evoluído. – L.P
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