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Análise: Novo ‘Todo Mundo em Pânico’ Retorna Abordando a ‘Cultura do Cancelamento’

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O sexto filme da renomada franquia de terror-paródia 'Todo Mundo em Pânico' chega aos cinemas brasileiros em 4 de junho, com sessões antecipadas já no dia 3. Após um hiato de 13 anos, o longa marca o aguardado retorno dos irmãos Wayans, ao lado de Anna Faris e Regina Hall, que remontam o quarteto original dos dois primeiros sucessos. A pausa na produção foi decorrente de disputas por direitos autorais e divergências criativas com os antigos coprodutores da marca.

A Premissa: Acabar com a 'Cultura do Cancelamento'

A premissa central do novo filme posiciona o quarteto original em uma missão contra o icônico assassino Ghostface, com o objetivo declarado de 'acabar com a cultura do cancelamento'. Os irmãos Wayans, que também assinam o roteiro, propõem uma sátira politicamente incorreta, buscando desenhar uma provocativa disputa entre a velha guarda e a nova geração. A produção faz questão de deixar claro seu propósito de entretenimento, com um personagem afirmando que 'não é comédia com consciência social feita para branco pensar e ninguém rir. É para se divertir'.

O Cardápio de Referências Atuais

O roteiro de 'Todo Mundo em Pânico' entrega uma vasta coleção de referências culturais contemporâneas, abrangendo desde a pandemia de Covid-19 e o ChatGPT até a invasão do Capitólio norte-americano, Kanye West, os relatórios de Jeffrey Epstein e o universo dos streamers. O filme também parodia diversas produções recentes como 'Wandinha', 'Saltburn', 'Corra!', e as cinebiografias 'Michael'. Contudo, a apresentação dessas piadas em formato de esquetes de humor independentes prejudica a fluidez narrativa e a coesão geral da trama.

O Humor Repetitivo e a Crítica Geracional Desgastada

A insistência em criticar a chamada 'geração mimimi' e a 'cultura do cancelamento' resulta em um humor repetitivo e clichê. Tópicos como a 'machosfera', questões raciais ligadas a cotas e o debate sobre pronomes neutros, já amplamente explorados em outros formatos e por comediantes nos últimos anos, são abordados de maneira pouco criativa e raramente engraçada. A estrutura fragmentada e as variações da mesma piada contribuem para o desgaste da experiência à medida que o filme avança, ecoando críticas já ouvidas em redes sociais.

Momentos de Brilho na Autorreferência e um Final Promissor

Os pontos mais positivos do filme emergem quando o elenco original se afasta da fixação pelas críticas à 'nova geração' e foca em piadas de autorreferência sobre a própria indústria cinematográfica. Momentos que ironizam o Oscar, as escolhas de carreira dos atores e até a batalha judicial que travaram nos bastidores para recuperar os direitos da franquia, oferecem um humor mais afiado e original. O desfecho da trama consegue recuperar o fôlego, entregando um final animador que sugere um futuro para a série.

Fonte: https://g1.globo.com

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