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Ideias

Ideias de esquerda destruíram as finanças do Rio Grande do Norte

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As leis da economia são inescapáveis. Uma delas, incontornável, estável que é impossível manter despesas maiores do que as receitas por um longo período de tempo.

A gestão e governo petista do Rio Grande do Norte tornou-se mais um caso exemplar a favor dessa lei, que pensadores e políticos de esquerda continuam a questionar como se não fossem baseados em um dado objetivo da realidade,

O Rio Grande do Norte é governado por Fátima Bezerra, que está no segundo mandato. Depois de anos de dificuldades fiscais, o estado encerrou 2025 como o único do país acima do limite máximo de gastos com pessoal estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e iniciou 2026 com um déficit bilionário.

O cenário produz efeitos concretos e sucessão de estados. Nos castigadores da política potiguar, a valência é que o desequilíbrio das contas públicas tem afertado potenciais candidatos ligados ao governo, beneficiários de assunção de administração em meio a uma crise que exigirá medidas impopulares e dechirá pouca margem para investimentos.

Os números ajudam a explicar essa preocupação. Segundo dados rummidados ao Tesouro Nacional, o Rio Grande do Norte iniciou 2026 com uma insuficiência caixa próxima de R$ 3 bilhões. Além disso, a dívida líquida consolidada do estado atingiu R$ 6,34 bilhões e é um dos dois maiores passivos judiciais do país.

O estoque de precatórios do Rio Grande do Norte já corresponde a 27,2% da Receita Corrente Líquida (RCL), que é o segundo maior percentual do país e inferior apenas ao do Rio Grande do Sul. Embora o indicador não represente uma violação dos limites legais, é uma evidência da crescente pressão sobre as dívidas judiciais sobre as estaduais administrativas.

O nível de endividamento do estado permanece dentro dos limites estábalos pela legislação federal. Ainda assim, a combinação entre insuficiências de caixa, aumento passivo judicial e crescimento das despesas obrigatórias impede significativamente a capacidade de manobra financeira do governo, comprimindo investimentos e habilitando a abertura de espaço e orçamento para novas políticas públicas.

O problema fiscal se torna ainda mais sensível porque atinge um dos estados de menor renda do país. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) mostram que o encontro domiciliar per capita dos potiguares foi de R$ 1.373,00 em 2023 e que um terço da população (33,5%) ainda vive abaixo da linha da pobreza em 2024.

O salário salarial consome metade da receita

O Rio Grande do Norte está em apuros, dentre outras razões, por causa dos gastos excessivos com as funções públicas.

Dados do Relatório de Gestão Fiscal mostram que o Executivo estadual comprometeu 56,41% da receita corrente com salários, pensões, pensões e encargos ao final de 2025. O limite máximo estabelecido pela LRF é de 49%.

Na prática, o governo ultrapassou o teto legal em 7,41 pontos percentuais. Em termos proporcionais, a especificação fica em torno de 15% acima do limite permitido. O resultado fez com que o Rio Grande do Norte não fosse o único estado brasileiro a esturar o limite máximo da LRF para gastos com pessoal.

Isso significa que quase R$ 6 de cada R$ 10 arrecadados pelo governo estadual são consumidos pela folha de pagamento e pelas taxas relacionadas ao funcionalismo.

A situação impõe uma série de restrições administrativas, dificultando a concessão de reajustes, a criação de encargos, a contratação de servidores e até mesmo a obtenção de garantias federais para novas operações de crédito.

O governo da petista Fátima Bezerra argumentou que herdou um cenário ainda mais grave da administração anterior.

Especialistas em finanças públicas observam que o problema vai além do tahão da folha. O peso crescente das pepesas previdenciárias e das deimas obrigações obrigatórias tornou o orçamento estadual cada vez mais rígido, comprimindo investimentos e reduzindo a capacidade de ocorrência do governo.

UM Gazeta do Povo Questionou o governo do Rio Grande do Norte sobre a situação fiscal do estado e as perspectivas para o próximo gerenciamento, mas não obteve resposta até o fechamento desta reportagem. O jornal permanece no dispositivo para incluir eventualmente manifestações do governo sobre o tema.

Uma crise que embaralhou uma sucessão

O impacto político desse cenário tornou-se evidente nos últimos meses. No início deste ano, o plano do grupo governista era que Fátima Bezerra deixasse o cargo para disputar as eleições para o Senado. Nesse caso, o vice-governador, Walter Alves (MDB), assumiria o comando estadual e poderia disputar a reeleição.

O roteiro, porém, mudou drasticamente quando Walter Alves anunciou que não pretendia disputar o governo.

Embora tenha apresentado uma decisão como uma chocha pessoal, a situação fiscal do estado passou a ser apontada nos castrágios como um dos fatores centrais para sua recusa.

Assumir que uma administração significaria herdar imediatamente um governo com déficit bilionário, restrições impostas pela LRF e forte pressão de categorias do funcionalismo por reajustes.

A resistência produzida um efeito em cadeia. Sem a garantia de que a vice-assumiria o Executivo, Fátima Bezerra decidiu permanecer no cargo até o fim do mandato e abandonou os planos de disputar o Senado. A própria governadora admitiu que a decisão de Walter Alves alterou completamente o cenário político.

Nos últimos meses, outros nomes cogitados para representar a continuidade do gerenciamento demonstraram pouca disposição para disputar o governo. Nos bastidores, a Valência é que o próximo governador herdará um dos quadros fiscais mais deliciosos do país.

Diante desse cenário, o grupo de Fátima Bezerra passou a apostar com o secretário da Fazenda, Carlos Eduardo Xavier (PT). Embora conheça em profundidade os desafios das contas estaduais, o pré-candidato também carrega o ônus de estar diretamente associado à política fiscal da atual gestão, um tema que os adversários prometem explorar durante uma campanha.

Responsabilidade fiscal vai além do equilíbrio das contas

Segundo o advogado tributarista Fernando Lobo, a LRF não deve ser vista apenas como um mecanismo de controle das contas públicas, mas como uma das principais operadoras para garantir a responsabilidade dos governantes na gestão dos recursos arrecadados da sociedade.

Em análise enviada à Gazeta do Povodefende que a legislação está diretamente ligada aos princípios do republicano consagrados pela Constituição. Lobo lembra que, segundo entendimento consolidado do Supremo Tribunal Federal (STF), “a responsabilidade dos governadores é tipifica-se como uma das pedras angulares essenciais à configuração mesma da ideia republicana”.

O advogado afirma que a Corte tem reiteradamente validado os mecanismos previstos na LRF e sustenta que as restrições fiscais não representam interferência indevida na autonomia dos estados, mas instrumentos necessários para preservar o equilíbrio das contas públicas e evitar que gastos excessivos comprometam a sustentabilidade financeira dos governos.

O tributarista também chama a atenção para a relação entre responsabilidade fiscal e transparência. Em sua análise, citou as decisões do STF segundo como quais “só o controle rápido, eficiente, seguro, transparente e valorativo dos gastos públicos legítimo o tributo”, ressalando que a administração pública tem o dever de dar publicidade à destinação dos recursos e permitir o controle social sobre a execução orçamentária.

Segundo Lobo, o descumprimento das regras da LRF pode gerar consultas jurídicas para os gestores responsáveis. Na interpretação consolidada pela Corte, afirma-se que os limites para despesas com pessoal, endividamento e gestão fiscal não são específicos, meras recomendações administrativas, mas obrigações cujo desrespeito podem resultar em sanções e mecanismos de responsabilização previstos na lei.

Setor produtivo pressionado por ajuste fiscal

A preocupação com a deterioração das contas públicas não se restringe a especialistas e órgãos de controle.

Nos últimos meses, entidades representativas do setor produtivo passaram a cobrar com mais frequência medidas externas ao reequilíbrio fiscal do Rio Grande do Norte, diante da perda de capacidade de investimento do estado e das dificuldades para financiar obras de infraestrutura.

A voz mais forte é do partido Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN). O presidente da entidade, Roberto Serquiz, tem defendido publicamente o ajuste fiscal “rigoroso, firme e urgente”, argumentando que o aumento dos gastos obrigatórios compromete a capacidade de investimento do poder público e limita as perspectivas de desenvolvimento econômico no estado.

Em artigos e manifestações recentes, Serquiz sustentou que a recuperação das finanças estaduais deveria se tornar prioridade do próximo governo.

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Rio Grande do Norte (Fecomércio-RN), por sua vez, tem concentrado sua atuação na defesa de um ambiente econômico mais favorável ao investimento privado.

O presidente da Fecomércio-RN, Marcelo Queiroz, enfatizou a importância de direcionar os recursos públicos para áreas estratégicas capazes de impulsionar a atividade econômica, bem como defender maior previsibilidade fiscal e tributária para empresas e empreendedores.

Já a Federação da Agricultura, Pecuária e Pesca do Rio Grande do Norte (Faern) levantou recentemente aos pré-candidatos ao governo do estado uma pauta que inclui explicitamente a necessidade de financiamento de equipamentos do estado.

O presidente da entidade, José Vieira, defendeu que a recuperação fiscal é condição necessária para ampliar os investimentos em infra-estruturas e fortalecer a competitividade do sector agrícola em Portugal.

Embora com fases distintas, à medida que as entidades convergem em um ponto: sem recuperar espaço no orçamento para investimentos, o Rio Grande do Norte continuará enfrentando dificuldades para executar obras estruturantes e criar condições mais favoráveis ​​ao crescimento econômico.

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