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‘Yellow Cake’, ‘Olhe Para Mim’ e mais destaques da 15ª edição do Olhar de Cinema

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Com 80 filmes na programação e mais de 100 sessões gratuitas ou a preço populares, o Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba ocupou, entre os dias 4 e 13 de junho, os principais pontos de Curitiba com a sua 15ª edição, levando o Brasil e o mundo para dentro da capital paranaense.

A convite da produção do festival curitibano, a Rolling Stone Brasil esteve na cidade e, a seguir, lista os principais destaques da programação, que vão desde a ficção científica Yellow Cake, com Tânia Maria (O Agente Secreto), ao divertido documentário A Holandesinha, sobre a jornada de uma jovem com Síndrome de Down para se tornar uma cineasta. Confira:

Yellow Cake

Escolhido para abrir a 15ª edição do festival, em sua estreia nacional, Yellow Cake chama atenção, a princípio, por ser uma ficção científica, gênero ainda pouco explorado no cinema brasileiro.

Na novidade, Rúbia é uma cientista nuclear, que se embrenha em Picuí, no sertão da Paraíba, para acompanhar mediar a relação entre norte-americanos e os moradores da cidade enquanto os estrangeiros trabalham na exploração das reservas de urânio locais para, a partir do minério, desenvolver uma solução para o problema da epidemia do Aedes aegypti, responsável por transmitir a dengue, entre outras doenças.

Para a atriz Rejane Faria, que interpreta a protagonista, a personagem é uma mudança no padrão de papéis que costuma representar e uma oportunidade que o cinema e a arte deu a ela de ampliar a discussão de questões importantes, mas que normalmente são negligenciadas:

“Por que nós, mulheres pretas, temos mais dificuldade de ascensão? Quando vem um filme me dá essa possibilidade de ser uma mulher negra com poder, uma mulher LGBTQ+, coordenando uma equipe de homens estrangeiros… Isso me faz ter mais desejo de fazer e mostrar que essas situações são possíveis, de a gente estar nos lugares que escolhemos estar. E sem medo”, afirma em entrevista à Rolling Stone Brasil.

Olhe Para Mim

Mesclando diferentes gêneros cinematográficos, incluindo drama, suspense, fantasia, terror e road movieOlhe Para Mim conta a história de Marcelo (vivido pelo estreante Ulisses Arthur), um jovem que, há dez anos, lida com o misterioso desaparecimento de sua mãe e as difíceis mudanças que o acontecimento resultou.

A sua única chance de escapar de sua prisão é se juntar a uma dupla de misteriosos viajantes — vividos por Rejane Faria (Marte Um) e Luciano Pedro Jr. (Cangaço Novo) — em uma jornada que logo os coloca na fronteira entre o mundo dos vivos e o dos mortos.

Após o longa conquistar três prêmios no 15º Olhar de Cinema, o diretor Rafhael Barbosa celebrou o sucesso de Olhe Para Mim, apesar de sua proposta ousada: “É um filme muito arriscado. A gente fez um filme que é provocador, apesar de haver uma intenção de tocar o público a partir do sensível e não necessariamente do racional. Então, é claro, havia uma insegurança de como o público ia receber”, diz à Rolling Stone Brasil.

“E eu nunca tinha visto o filme, até então, com uma plateia. A gente exibia para a equipe, para amigos, mas é sempre diferente de exibir para um público que não te conhece, que não sabe nada sobre o filme”, completou. “E que bom que o filme está reverberando, está chegando nas pessoas, apesar de ele ser tão ousado, de ser tão provocador. Isso mostra que o público quer ser provocado, quer filmes que saiam do lugar comum. E eu fico muito feliz com isso.”

Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha

Em Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha, durante uma exame em uma máquina de ressonância magnética, Rosa (Veronica Cavalcanti, Cinema, Aspirinas e Urubus), é orientada a pensar em uma memória feliz, para se distrair da claustrofobia. Ao tentar recuperar a tal lembrança, ela se vê em uma viagem com a mãe, Dalva (Luciana Souza, Ó Paí, Ó), com quem cria recordações inexistentes.

Segundo Janaína Marques, diretora do longa, Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha conta uma história sobre atingir uma liberdade pessoal, o que a levou a querer dirigi-lo: “Eu sinto que a Rosa tem uma trajetória que, para mim, é quase como se ela estivesse indo em direção à infância, que é o momento da vida em que a gente é mais livre, que não recebemos imposições, não nos importamos com julgamentos… É o momento em que somos completamente”, explicou à Rolling Stone Brasil.

“O filme tem essa mensagem de que, para que você consiga chegar a essa liberdade, a primeira viagem que você tem que fazer é para dentro de si, chegando o mais longe possível”, acrescentou. “É uma história que é uma viagem por si só. Metafórica e fisicamente”.

Esta lista está em atualização…

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