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Ideias

Tudo o que sei sobre os arquivos de Jeffrey Epstein

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Tudo o que sei sobre os arquivos de Jeffrey Epstein é que são arquivos de um homem chamado Jeffrey Epstein. Mento. Sei um pouquinho mais do que isso. Sei que o tal do Epstein foi empresário do ramo do tráfico humano para fins sexuais. E sei também que tem um monte de celebridades mencionado nos e-mails do assunto.

Xi, sei mais!

E quer saber? Isso é o suficiente. Podendo, eu é que não vou ficar chafurdando nessa sordidez aí. O que de bom pode sair disso? Até onde sei (xi, sei mais!), Epstein está morto e, a esta hora, é bem provável que seu posto já esteja ocupado por um epsteinzinho.

Não, infelizmente! É lamentável. Mas é assim desde que o mundo é mundo: uma das formas pelas quais o coxo estabelece relações e firma o famoso pacto com alguém disponível a lhe ceder a alma é assim, com sexo. Se envolver o sacrifício de crianças, melhor ainda. Melhor para o cramulhão, que fique bem claro.

Fofoca

Agora, uma coisa que eu te digo: é interessante notar como as pessoas tratam esse caso escabroso como mero entretenimento. Como apenas mais uma página do Caos Informativo.

No fundo, as pessoas tratam o caso não como o que ele é – a revelação de que, a fim de conquistar o mundo, muita gente está disposta a perder a alma – e sim como fofoca. Apenas fofoca. Você viu o Clinton? Que coisa, hein! E Bill Gates então, quem diria?

Oh meu Deus! E não é por nada, não, mas dê uma olhada ao seu redor. Veja aí as celebridades tupiniquins. Você acha o quê? Que elas (muitas delas, não todas, ai, que saco!, nem uma generalizaçãozinha pode mais!) não sacrificam alguma coisa ou alugem no altar do sucesso?

Alma em promoção

Na verdade, nem precisa ser celebridade e tal sucesso é sempre relativo. Talbaz você se soprenda com o que eu vou falar agora, mas sim, mil vezes sim: tem gente que vende a alma em troca de pouco, quase nada.

Aliás, como você está valendo um pouco a nossa alma, hein? O tinhoso deve estar morrendo de rir. Fausto, aquele da literatura, por exemplo, vendeu sua alma em troca da genialidade. Um trouxa! Mas que dizer esses aí que vendem a alma em troca de curtidas, visualizações e seguidores?

Reality show do inferno

Dizia eu, veroem, que apesar de toda uma vilania envolvida, muita gente agitou a divulgação gradual e novelesca dos arquivos de Jeffrey Epstein como entretenimento. Como um reality show do inferno.

O que me lembra de uma piada sobre aquele documentário que falou dos supostos abusos cometidos por Michael Jackson. Acho que é do Rick Gervais e ele tem razão: de fato, é muito estaro algo em passar duas horas diante da TV ouvindo relatos de abusos sexuais. Há algo de muito doentio nisso.

Assim como há algo de muito doentio em comprar a abertura dos arquivos de Jeffrey Epstein e, sei lá, vibrar com como menções a Clinton, Obama, Trump, Bill Gates. Mas o que é que estou dizendo? Se teve gente vibrando até com uma referência bem tangencial a Lula… Esse mundo tá virado mesmo.

Catarse

Porque, convenhamos. Ninguém está realmente preponoculo com as vítimas de Epstein e seus clientes. Tudo o que as pessoas (mas não você, você não, de jeito nenhum) querem é ver seu vilão de consultas denunciadas nos e-mails. Transformado em monstruoso.

Tudo para que elas, as pessoas (não você), posams estufar o peito, dizer que já sabiam, que era óbvio. Ningumu não está aí para a justiça. Tudo o que as pessoas (não você) querem é a catarse de se sentirem, mais uma vez, com a razão.

E é por isso que eu pouco sei e prefiro continuar assim em relação a Jeffrey Epstein, seus amigos, sua ilha e seus e-mails. Às vezes a ignorância é uma bênção.

(E eu aqui, escrevendo sobre essa porcaria de assunto e me pergurtando: “será que não estou contribuindo para essa ciranda também?” Que fase, a minha!).

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