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Rock in Rio 2026: Zé Ricardo Detalha Curadoria Estratégica e o Equilíbrio Entre Gerações

O vice-presidente Artístico da Rock World, Zé Ricardo, enfatiza a precisão "cirúrgica" por trás da curadoria do Rock in Rio, com o objetivo de oferecer ao público experiências memoráveis e inovadoras. Segundo ele, cada escolha de programação busca criar uma narrativa e propor algo novo, transformando a percepção dos espectadores sobre o festival.
Estratégia de Programação para 2026: K-pop e Soul Music
A programação do Rock in Rio 2026 exemplifica essa abordagem. Para 11 de setembro, o festival escalou Stray Kids, do K-pop, para o Palco Mundo e Jamiroquai, com sua Soul Music, para o Sunset. Essa combinação de gêneros distintos visa criar diálogos musicais diferentes em cada palco principal, com a presença de Alok atuando como um elemento de conexão entre os públicos diversos.
O Fator Família e a Lição do Passado
A escolha dos artistas para o mesmo dia também reflete uma lição aprendida em edições anteriores, especialmente com a apresentação de Travis Scott em 2024. Zé Ricardo admite que noites focadas em um único gênero podem isolar parte do público, levando ao "sofrimento" dos pais sem opções. A estratégia atual busca abraçar diversas gerações, oferecendo alternativas como Lauryn Hill em outro palco, permitindo que famílias encontrem atrações que agradem a todos.
Sucesso Inesperado e a Coragem nas Propostas
Apesar do caráter audacioso de algumas propostas, como a estreia do K-pop, Zé Ricardo expressa surpresa e satisfação com a rápida venda de ingressos para dias específicos. Datas com Calvin Harris, Maroon 5 e o próprio Stray Kids esgotaram rapidamente, sinalizando a receptividade do público às novas ideias e a validação da coragem da curadoria em arriscar e inovar.
Os Artistas dos Sonhos e Desafios Logísticos
A ousadia de Zé Ricardo estende-se à sua lista de artistas desejados para futuras edições. Nomes como Adele, Beyoncé, Rihanna e Paul McCartney figuram entre os mais cobiçados. Embora Beyoncé e Rihanna já tenham se apresentado no festival, a logística complexa para trazer talentos desse calibre, especialmente Adele, que não tem histórico no evento, permanece um desafio constante para a organização.
Fonte: https://g1.globo.com
