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Remada Viking: De Ideia Inovadora a Fenômeno Cultural e Musical na Noruega

A seleção norueguesa de futebol, ausente da Copa do Mundo desde 1998, encontrou uma forma única de engajar sua torcida: a “remada viking”. Este gesto sincronizado, acompanhado do brado “Ro!”, rapidamente se tornou um fenômeno que transcendeu os estádios. Em poucos meses, chamou a atenção global e se transformou na música mais ouvida no país.
A Gênese de um Cântico Inesquecível
A concepção da “remada viking” partiu do professor norueguês Ole Frøystad, que almejava criar um cântico capaz de mobilizar os torcedores. Após intensa pesquisa e experimentação, buscando elementos culturais de fácil assimilação e grande impacto, ele desenvolveu entre 10 e 15 ideias para o movimento que viria a ser mundialmente conhecido.
Inspirado pelos “viking claps” islandeses, Frøystad visualizou o movimento de remo, um símbolo intrínseco à história nórdica. Ele percebeu o potencial do gesto para recriar a energia das remadas em batalha, prevendo que a combinação do movimento corporal com a sonoridade geraria uma “onda” contagiante e visualmente impactante nos estádios, similar à célebre 'ola'.
Ascensão e Engajamento Massivo da Torcida
O teste inicial da “remada viking” ocorreu em março, durante um amistoso contra a Suíça, um dos últimos jogos antes da Copa do Mundo. Posteriormente, Frøystad e torcidas organizadas produziram vídeos educativos para redes sociais e canais de notícias locais, demonstrando o movimento coordenado. A estratégia resultou em mais de 38 milhões de visualizações e quase 3 milhões de curtidas, consolidando a celebração como um fenômeno antes mesmo do mundial.
Do Estádio às Paradas de Sucesso
O cântico transcendeu os estádios e deu origem à música “Vikingblod”, lançada oficialmente pela torcida Oljeberget em parceria com o cantor Petter Katastrofe. A faixa rapidamente alcançou o topo das paradas norueguesas no Spotify, com letras que celebram a identidade e a resiliência viking da nação, reverberando em todo o país.
Apesar do sucesso popular, a “remada viking” enfrentou algumas críticas. O jornal norueguês Verdens Gang (VG) questionou a representação simplificada do povo viking, enquanto o torcedor Emil Anners Lappen, que viralizou por sua recusa em participar, expressou sua aversão ao movimento desde o início. Contudo, sua popularidade inegável marcou profundamente a participação da Noruega na Copa do Mundo, sugerindo um legado duradouro para as futuras gerações de torcedores e para a cultura esportiva.
Fonte: https://g1.globo.com
