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Música

Por que Eagles não improvisa solo de ‘Hotel California’, segundo Don Felder

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Considerado um momento icônico na história da guitarra no rock, o solo final de “Hotel California”, clássico lançado pelo Eagles em 1976, é tratado como uma obra intocável por seu criador.

Em entrevista recente ao portal Ultimate Classic Rock (via Guitar.com), o ex-guitarrista da banda, Don Felder, revelou o motivo de se recusar a improvisar ou alterar qualquer nota da música ao vivo.

Mesmo após apresentar o hit centenas de vezes ao longo de décadas, Felder revelou que mantém uma rotina rigorosa de ensaio antes de subir ao palco. A razão principal envolve o respeito com a expectativa do público.

Ele comenta:

“Uma coisa que faço em todo show, antes de subir ao palco, é ensaiar ‘Hotel California’, porque não quero decepcionar ninguém. Todo mundo conhece cada nota daquele solo, e tenho receio de que, se eu começasse a improvisar em cima dele, as pessoas pensariam: ‘O que ele está fazendo? Isso está errado! Esse não é o solo! Será que ele está tendo um lapso? Ou será que está velho demais para se lembrar?’.”

Para Felder, a conexão afetiva dos ouvintes com a versão original gravada há 50 anos exige um nível elevado de dedicação a cada apresentação. Ele destaca que a execução precisa de extrema atenção técnica para não cair na armadilha da automatização:

“Acho que as pessoas querem ouvir a música exatamente como se lembram de 50 anos atrás. Por isso, faço o meu melhor para tocá-la fielmente, e isso realmente exige o máximo de concentração intensa para executar esse solo repetidamente. Você nunca quer simplesmente entrar no piloto automático com ele.”

Eagles e “Hotel California”

Lançada no álbum de mesmo nome em 1976, “Hotel California” tornou-se a música mais famosa do Eagles. A composição é creditada a Don Felder, Don Henley e Glenn Frey. Felder criou a base instrumental, enquanto Henley e Frey desenvolveram a letra. A gravação também ficou marcada pelo solo duplo de guitarra executado por Felder e Joe Walsh, considerado um dos mais emblemáticos da história do rock.

A canção alcançou o primeiro lugar na parada americana e faturou o Grammy de Gravação do Ano em 1978. Ao longo dos anos, a letra deu origem a diversas interpretações, embora Don Henley tenha afirmado em entrevistas que ela aborda aspectos da cultura e do estilo de vida americanos da época.

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Guilherme Gonçalves (@guiiilherme_agb)

Guilherme Gonçalves é jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e atua no jornalismo esportivo desde 2008. Colecionador de discos e melômano, também escreve sobre música e já colaborou para veículos como Collectors Room, Rock Brigade e Guitarload. Atualmente, é redator em IgorMiranda.com.br, revisa livros das editoras Belas Letras e Estética Torta e edita o Morbus Zine, dedicado a resenhas de death metal e grindcore.

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