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Os fisioterapeutas dizem que alongar com força ao acordar no frio não previne dor e pode piorar

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Ao acordar em dias frios, muitas pessoas têm o hábito de esticar o corpo com força, acreditando que isso ajuda a prevenir dores ao longo do dia. No entanto, fisioterapeutas explicam que o músculo frio e recém-desperto reage de forma diferente a esforços intensos, o que pode gerar desconforto e até piorar quadros de dor já existentes, especialmente em regiões como coluna e pescoço.

Quando a temperatura está baixa, há redução da circulação periférica e aumento da rigidez muscular.
Quando a temperatura está baixa, há redução da circulação periférica e aumento da rigidez muscular. – Imagem gerada por IA

Alongamento ao acordar no frio pode ser prejudicial?

Quando a temperatura está baixa, há redução da circulação periférica e aumento da rigidez muscular. O músculo frio apresenta menor elasticidade e responde mal a alongamentos estáticos intensos mantidos por vários segundos com muita tensão.

Nesse contexto, o corpo interpreta o estiramento agressivo como ameaça e aciona o reflexo de estiramento, uma contração de proteção que funciona como freio natural. Isso pode gerar sensação de maior rigidez, microdesconfortos e agravamento de dores pré-existentes, sobretudo em pessoas com lombalgia, cervicalgia, tendinites ou hérnias.

Qual é a diferença entre mobilidade suave ao acordar e alongamento após exercício?

É importante diferenciar a mobilidade leve ao despertar dos alongamentos feitos após uma caminhada ou treino. Ao acordar, o objetivo é apenas “ligar” o corpo, ativar a circulação e preparar articulações e músculos para as tarefas do dia, sem puxões intensos.

Depois de uma atividade física, o corpo está mais aquecido e tende a aceitar melhor posições mantidas por mais tempo. Ainda assim, fisioterapeutas com registro no CREFITO recomendam que a sensação seja de leve tensão, nunca dor forte, fisgadas ou desconforto prolongado que dure várias horas após o alongamento.

Mobilidade leve pode ser mais indicada do que alongamento intenso nas manhãs frias. Conheça orientações de fisioterapeutas.
Mobilidade leve pode ser mais indicada do que alongamento intenso nas manhãs frias. Conheça orientações de fisioterapeutas. – Imagem gerada por inteligência artificial

Como adaptar o alongamento no frio para diminuir riscos?

Para manter o hábito de se alongar em dias frios com mais segurança, vale ajustar a intensidade e a sequência dos movimentos. O ideal é preparar o corpo gradualmente, usando pequenas ações de aquecimento e mobilidade antes de pensar em alongar de forma mais ampla.

Algumas estratégias práticas ajudam a tornar essa rotina mais segura e eficiente, principalmente pela manhã:

  • Aquecer levemente antes de alongar, caminhando pela casa ou subindo escadas por alguns minutos.
  • Priorizar movimentos dinâmicos de vai e vem, sem insistir em amplitudes que gerem dor.
  • Respeitar limites individuais, evitando copiar gestos de vídeos sem adaptação pessoal.
  • Reduzir a intensidade em dias muito frios, evitando trancos e estiramentos bruscos.
  • Observar sinais de alerta, como dor aguda, fisgadas ou piora de sintomas após o alongamento.

Quando é importante buscar orientação de um fisioterapeuta com CREFITO?

A ajuda de um fisioterapeuta com registro no CREFITO é fundamental quando o alongamento matinal está associado a dor recorrente, sensação de travamento ou histórico de lesões. Esse profissional avalia postura, padrão de movimento, rigidez articular e desequilíbrios musculares que podem ser agravados pelo estiramento intenso ao acordar no frio.

Com base nessa avaliação, o fisioterapeuta monta um programa personalizado de mobilidade, fortalecimento e alongamento, ajustado à rotina, idade e condicionamento físico de cada pessoa. Assim, o ato de se espreguiçar deixa de ser um reflexo automático e passa a ser uma estratégia consciente de cuidado com o corpo, útil para reduzir crises de dor e melhorar o conforto ao longo do dia.



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