Connect with us

Música

O hip hop reflexivo do Clipse bateu forte no Coachella, com uma ajuda de Travis Barker

Published

on


Perto do fim da apresentação de uma hora do Clipse no palco Outdoor Theatre do Coachella, a dupla emendou “The Birds Don’t Sing”, um dos destaques do álbum indicado ao Grammy Let God Sort Em Out. A música fala sobre as mortes dos pais do rapper Malice. É comovente, calorosa e cheia de carinho, com versos como “You told me that you loved me/It was all in your tone/‘I love my two sons’ was the code to your phone/Now you’re gone.” Não há pedidos de desculpa, cinismo ou ironia. É um hip hop sincero e emotivo, aqui reforçado e tornado ainda mais emocionante por meio de retratos de família. No fim da canção, Malice e seu parceiro de rima Pusha T olharam em silêncio para a foto final, prestando homenagem ao amor e ao apoio da família que lhes permitiram correr atrás dos próprios sonhos.

Está muito longe de “Grindin’”, o sucesso sobre gírias do tráfico de cocaína produzido pelos Neptunes que os colocou no mapa nos anos 2000, e é uma prova incontestável da longevidade da dupla. Eles amadureceram com maestria sem perder o fio da lâmina pelo caminho. A história do Clipse também é a história de uma das reuniões mais improváveis do hip hop. Let God… é o primeiro álbum deles em 15 anos, e muitos fãs nunca acharam que veriam a dupla se apresentar junta de novo.

Por isso, é um pequeno milagre que, apesar de alguns problemas de microfone que deixaram Pusha T sempre um pouco baixo demais nas caixas, o Clipse manteve a confiança tranquila do começo ao fim. Eles começaram com força, abrindo com uma versão encurtada da vencedora do Grammy “Chains & Whips”, com a participação precisa do baterista do Blink-182, Travis Barker, que permaneceu no palco nas quatro primeiras músicas do set (é uma pena que ele não tenha ficado o tempo todo. Os estalos da caixa dele foram o acento perfeito para as batidas às vezes minimalistas do Clipse, e a energia dele era claramente contagiante para os dois rappers.)

Ao longo do show, cenas dramáticas de lutas de boxe, recitais de balé, danças de pole dance e cultos de avivamento apareciam no telão, enfatizando as palavras e as mensagens de músicas como “Keys Open Doors” e “F.I.C.O”, esta última inspirando cantorias em massa nos versos centrados no flow da dupla. O carisma deles era contagiante e verdadeiro, e o set serviu como mais um capítulo do que, esperamos, será um longo retorno à boa forma.

+++LEIA MAIS: O exato momento em que o Clipse decidiu gravar ‘Let God Sort Em Out’

+++LEIA MAIS: Nomes de Jay-Z e Pusha T aparecem em novos documentos do caso Epstein

Continue Reading
Advertisement
Clique para comentar

Deixar uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Revista Plateia © 2024 Todos os direitos reservados. Expediente: Nardel Azuoz - Jornalista e Editor Chefe . E-mail: redacao@redebcn.com.br - Tel. 11 2825-4686 WHATSAPP Política de Privacidade