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Morre Moogie Canazio, o Mago do Som que Deixou um Legado Inestimável na Música Global

Antônio Canazio, amplamente conhecido na indústria fonográfica como Moogie Canazio, faleceu em 21 de abril de 2026, aos 70 anos, em Los Angeles, nos Estados Unidos. O renomado engenheiro de som e produtor musical, nascido no Rio de Janeiro, deixou uma marca indelével na música brasileira e internacional, sendo reverenciado por sua busca incansável pela excelência sonora.
Uma Carreira Dedicada à Excelência Sonora
Moogie Canazio iniciou sua trajetória em Los Angeles, após migrar para os EUA em 1979, começando sua carreira no Kendun Records, em Burbank, Califórnia. Sua paixão por extrair o melhor áudio de cada gravação era lendária, e ele se mantinha atualizado com as últimas inovações, como demonstrado por seu entusiasmo recente pelas propriedades imersivas do som Dolby Atmos. A notícia de sua morte, confirmada pela esposa Márcia Canazio, gerou profunda tristeza entre profissionais e artistas da indústria.
Marcas de um Engenheiro Vencedor de Grammys
A dedicação de Moogie Canazio à arte do som foi reconhecida com múltiplas honrarias no Grammy e Grammy Latino. Um dos marcos de sua carreira foi o Grammy conquistado em 2001, na categoria Álbum de World Music, pelo seu trabalho de engenharia de som no aclamado disco "João, voz e violão" (2000), de João Gilberto. Ele também foi indicado ao Grammy em 1993 pela engenharia de som do álbum "Brasileiro" (1992), de Sergio Mendes.
Sua capacidade de colaborar com uma vasta gama de talentos se estendeu a grandes nomes como Maria Bethânia, para quem produziu diversos álbuns, incluindo o sucesso "As canções que você fez pra mim" (1993). Além deles, Moogie trabalhou com artistas de diferentes gerações e estilos, como Caetano Veloso, Anavitória, Guilherme Arantes, Ivan Lins, Zizi Possi e a dupla Sandy & Junior, consolidando seu legado de versatilidade e impacto.
Reconhecimento e Influência na Indústria
A influência de Moogie Canazio transcendeu os estúdios de gravação. Em 2008, ele foi nomeado para o conselho curador da Academia Latina de Gravação, instituição responsável pelo Grammy Latino. Sua dedicação à academia o levou a se tornar vice-presidente do conselho em 2011, cargo que ocupou até 2019. Sua contribuição não apenas moldou o som de inúmeros artistas, mas também ajudou a direcionar os rumos da própria indústria fonográfica, deixando um legado inestimável para a música mundial.
Fonte: https://g1.globo.com
