Celebridade
Médica analisa virada de Astrid Fontenelle após os 60: ‘É processo, não castigo’

Apresentadora Astrid Fontenelle reflete sobre maturidade após os 60 e médica explica como encarar o envelhecimento com energia e autoestima
Astrid Fontenelle (64) vive uma fase de renovação. Após comandar a primeira temporada do programa Admiráveis Conselheiras, do GNT, que reúne mulheres 60+ em conversas inspiradoras sobre maturidade, a apresentadora celebra a chegada da segunda temporada, prevista para setembro.
A atração nasceu logo após sua saída do Saia Justa e se tornou um espaço de troca e acolhimento. Astrid confessa que a experiência fez com que repensasse sua própria trajetória e a vitalidade feminina após os 60.
Segundo ela, a lição mais marcante foi simples e poderosa: “quanto mais velhas, mais interessantes”, destacou, ressaltando a força, energia e sabedoria das mulheres maduras. Para a apresentadora, envelhecer é muito mais que aceitar o tempo: é “mirar no futuro com entusiasmo, inspiração e plenitude”.
Envelhecer não é castigo, é privilégio
Em entrevista à CARAS Brasil, a médica geriatra Roberta França reforça a importância de ressignificar a maturidade.
“É simples encarar o envelhecimento como uma nova etapa. Precisamos deixar de acreditar que velhice significa morte, decrepitude ou fim de jornada”, afirma.
Segundo a especialista, viver essa fase deve ser visto como oportunidade: “O envelhecimento é um processo, inexorável da vida, e só não passará por ele quem não tiver o privilégio de envelhecer, porque terá que morrer muito jovem”, pontua.
Ela ainda lembra que cada ciclo merece ser respeitado: “Assim como a primeira infância, a adolescência ou a idade adulta, o envelhecimento é mais uma etapa da vida. Uma etapa que deve ser vivida com respeito, dignidade, atenção, responsabilidade e escolhas conscientes todos os dias”, analisa.
Vitalidade e autoestima após os 60
Mas como manter energia e autoconfiança depois dos 60? Para Roberta França, a resposta está em valorizar a própria jornada:
“Mulheres após os 60, 70, 80 anos ou mais precisam compreender que estão vivendo uma nova fase. Não existe como se comparar aos 20, aos 30, aos 50 ou a qualquer outra idade. O que importa é o momento presente”, orienta.
Esse olhar de acolhimento sobre a própria história, segundo ela, fortalece autoestima e autocuidado:
“Esse respeito pela própria história, pela jornada e pelas conquistas faz com que a autoestima, o autovalor e o autocuidado sejam preservados. Quando a mulher entende isso e acredita que vive a plenitude de sua fase, sabendo que a melhor fase da vida é sempre a atual, sua energia se eleva. Assim, ela enfrenta cada momento com tranquilidade, alegria e o respeito que cada etapa da vida merece”, explica.
A importância da troca entre gerações
A médica também reforça o papel da escuta ativa no envelhecimento saudável: “A troca de experiências, ouvindo tanto os mais jovens quanto os mais velhos, é sempre positiva para compreendermos nosso estado de presença. Nunca devemos olhar para o passado com a ideia de que ‘na minha época era melhor’, porque a nossa época é o agora, o tempo que temos o privilégio de viver”, pontua.
Essa convivência intergeracional, segundo ela, traz consciência e fortalece a caminhada feminina: “Ao mesmo tempo, ouvir os mais velhos nos traz consciência sobre maturidade, histórias e desafios já enfrentados, o que nos fortalece. Assim, ganhamos mais preparo para lidar com a menopausa, as dificuldades e as transformações da vida, porque o conhecimento reduz a angústia e traz confiança”, afirma.
“As discussões intergeracionais são fundamentais: permitem absorver a vitalidade da juventude e, ao mesmo tempo, aprender com a sabedoria dos mais velhos. Isso nos prepara de forma mais clara, objetiva e amorosa. Afinal, o que importa é o respeito, pelo outro e, principalmente, pela nossa própria história, jornada e caminhada”, acrescenta.
E conclui com uma reflexão poderosa: “Envelhecer deve ser visto como um processo natural, nunca como punição. Envelhecer é processo, não é castigo”, finaliza.
