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Lollapalooza 2026: Rock e Pop Dividem o Palco no Dia de Abertura com Sabrina Carpenter em Destaque

O Lollapalooza 2026 iniciou sua jornada na última sexta-feira, com todos os ingressos esgotados e uma afluência de 100 mil pessoas, conforme a organização. O primeiro dia do festival em Interlagos foi notável pela nítida divisão entre diferentes gêneros musicais e seus respectivos públicos, criando quase dois eventos em um. Enquanto fãs de rock mais sisudo apreciavam bandas como Viagra Boys, Interpol e Deftones, uma multidão acompanhava os ritmos vibrantes do pop e R&B com Doechii, Blood Orange e a headliner Sabrina Carpenter. A estética também refletia essa cisão, com visuais que variavam entre o preto clássico do rock e as cores vibrantes associadas à cantora pop. Apesar da chuva na véspera, que deixou partes da área enlamaçadas, o público mostrou preparo, com botas de caubói emergindo como um acessório-chave entre os frequentadores.
Cobertura Detalhada dos Shows do Primeiro Dia
Sabrina Carpenter Conquista o Palco Principal
Em sua quinta visita ao Brasil, mas a primeira como atração principal, Sabrina Carpenter entregou o que muitos consideraram seu primeiro 'show de verdade' no país. A performance, marcada pela interação com Luisa Sonza e músicas como 'Espresso' e 'Juno', demonstrou a maturação da artista em uma popstar consolidada, evidenciando o impacto de suas experiências anteriores e o sucesso estrondoso de hits recentes.
Edson Gomes: O Reggae Celebrado, Mas com Público Reduzido
A inclusão de Edson Gomes no line-up do Lollapalooza 2026 foi um momento de celebração para os fãs do reggae e um reconhecimento à sua carreira de mais de cinco décadas. Contudo, a apresentação do artista no palco Flying Fish não atraiu a multidão esperada, resultando em uma plateia esparsa, composta por jovens que carregam a herança musical de seus pais e parte do público roqueiro que acabava de assistir ao Deftones no palco adjacente.
Deftones: Uma Performance Aquém das Expectativas
A aguardada apresentação do Deftones, que encerrou o palco Samsung Galaxy no primeiro dia, gerou expectativas que não foram totalmente atendidas. Embora a banda seja uma das poucas do nu-metal a se manter relevante e ativa, o show demorou a engrenar e não conseguiu empolgar a plateia além do habitual para um concerto de rock, entregando uma performance que ficou abaixo do seu potencial reconhecido.
Doechii Supera Dívida com o Público Brasileiro
Doechii fez sua estreia no Brasil, cumprindo a promessa de uma apresentação adiada desde 2024. Vestida com uma estética cigana e acompanhada por bailarinas e vídeos 'místicos', a rapper dominou o palco com energia ininterrupta. Seus flows afiados, interações com a câmera e a performance cativante mostraram que a espera valeu a pena, consolidando sua presença na cena musical.
Interpol Mantém sua Identidade Pós-Punk
A banda Interpol, com sua sonoridade característica que transita entre o pós-punk sombrio e o indie rock dançante, encontrou uma plateia fiel em Interlagos. Com Paul Banks exibindo uma postura econômica e cabelos alinhados, a performance remeteu à estética do Kings of Leon, entregando um som consistente e introspectivo que ressoa com seus fãs dedicados.
Blood Orange Apresenta Show Cauteloso e Introspectivo
Dev Hynes, conhecido como Blood Orange, ofereceu um show cuidadoso e introspectivo, alinhado à sua reputação de artista sensível. Com pouca interação verbal, o músico preferiu se comunicar através de suas canções, que mesclam R&B, jazz e rock alternativo. A performance atraiu fãs apaixonados por suas composições emotivas e suingadas, que já colaborou com nomes como Solange Knowles e Lorde.
Fonte: https://g1.globo.com
