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Lady Zu Lança “Até o Fim” e Marca Retorno Após 24 Anos

Lady Zu, a icônica voz soul da disco music brasileira, celebra seu aguardado retorno ao cenário fonográfico com o lançamento do single "Até o fim". Este marco encerra um hiato de 24 anos sem um álbum de inéditas, desde "Number One" editado em 2002.
O Lançamento de "Até o Fim"
O single "Até o fim", disponível desde 9 de abril, é uma colaboração musical de Lafayeth Persaud e Carol Persaud, que assinam a faixa ao lado da própria Lady Zu. Lafayeth Persaud também assume a produção musical, com coautoria no arranjo em parceria com Ricardo Cassal.
Ascensão e Legado na Disco Music
O retorno da cantora mobiliza a memória afetiva de uma geração que vivenciou os "dancin' days" dos anos 1970, período de auge da disco music no Brasil e no mundo. Zuleide Santos Silva, nome de batismo da talentosa artista paulistana nascida em 7 de maio de 1958, explodiu em 1977 com o sucesso de "A noite vai chegar". Este funk disco, com toque de samba no arranjo final e composto por Paulinho Camargo, dominou as rádios, as pistas e a trilha sonora da novela "Sem lenço sem documento" (TV Globo, 1977-1978).
A repercussão foi tamanha que o renomado apresentador Chacrinha (1917-1988) a alcunhou de "a Donna Summer brasileira", comparando a potência vocal e a presença de palco das duas artistas. De fato, a voz quente e grave de Lady Zu rivalizava com a da diva norte-americana.
A Versatilidade Musical de Lady Zu
Embora consolidada na disco music com outro hit, "Só você (Por você, sem você)", em 1978, a sonoridade de Lady Zu sempre transcendeu o gênero. Ela é também a aclamada intérprete de "Hora de união" (1978), um standard do cancioneiro Black Rio, samba-soul composto por Totó Mugabe, que integrou a trilha nacional da novela "Dancin' days" (TV Globo, 1978-1979) em uma gravação icônica com o próprio autor.
Uma Carreira de Retornos e Lançamentos
Com o declínio da era disco, Lady Zu enfrentou um período de menor visibilidade no mercado fonográfico. Após os álbuns "A noite vai chegar" (1978) e "Femêa brasileira" (1979), seu retorno se deu apenas em 1988, com o álbum coletivo "Alma negra", ao lado de Carlinhos Trompete, Luis Vagner (1948-2021), Tony Bizarro (1948-2022) e Tony Tornado.
O destaque de "Alma negra" foi a balada "Junto a mim" (Frankye Arduine), impulsionando o lançamento do terceiro álbum, "Louco amor" (1989). Treze anos depois, viria "Number One", seu último trabalho antes do atual hiato.
Com o single "Até o fim", que apresenta uma capa assinada por Thiago Drummond com arte de Marcelo Calenda, Lady Zu não apenas retoma sua trajetória fonográfica, mas também reafirma sua posição como uma das mais notáveis vozes soul da música brasileira, pronta para reconquistar as pistas e corações.
Fonte: https://g1.globo.com
