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Keefe D Confessa Envolvimento no Assassinato de Tupac em Entrevista Exibida a Jurados

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Jurados no caso do assassinato de Tupac Shakur assistiram a trechos de um documentário da BET onde Duane “Keefe D” Davis relembrou o tiroteio fatal de 1996. A exibição dessas imagens, juntamente com a publicação de sua autobiografia, foi um ponto chave para a promotoria, que alegou que tais atos anularam as proteções de uma entrevista secreta com a polícia em 2008, abrindo caminho para a acusação de assassinato que agora está sendo julgada em Las Vegas.

A Confissão Pública e Seus Motivos

Em um trecho da docussérie de 2018, Keefe D justificou sua decisão de falar publicamente: “Estou vindo agora para contar a história porque estou com câncer. Não tenho mais nada a perder. Tudo o que me importa agora é a verdade.” Ele descreveu a noite do tiroteio, afirmando estar em um Cadillac branco com seu sobrinho, Orlando “Baby Lane” Anderson, e outros dois homens, quando avistaram Tupac em um BMW preto interagindo com fãs. O grupo de Davis fez um retorno para alcançar o veículo dirigido por Suge Knight.

Davis detalhou que a cabeça de Tupac estava para fora da janela do carro, possibilitando a visualização. Questionado sobre quem atirou, ele invocou o “código das ruas”, respondendo: “Simplesmente veio do banco de trás, mano.”

Depoimento Secreto de 2008 e Implicações Legais

A promotoria também exibiu aos jurados uma entrevista de 2008 com a polícia, onde Davis forneceu uma versão mais específica. Naquela ocasião, ele declarou ter entregado uma Glock calibre .40 carregada ao ocupante do banco traseiro, afirmando que Orlando Anderson pegou a arma e efetuou os disparos. Este depoimento foi feito sob um acordo 'queen for a day', que visava proteger suas declarações de uso direto contra ele, embora não impedisse acusações baseadas em provas obtidas de forma independente.

Atualmente, Davis alega que mentiu na entrevista de 2008 para obter vantagem legal enquanto enfrentava possíveis acusações de prisão perpétua por crimes relacionados a drogas. Ele afirma ter repetido a história inventada na entrevista à BET por motivos de entretenimento e recebimento de dinheiro.

Pagamentos e Corroboração da Versão

Mario Diaz, diretor da docussérie, testemunhou sobre ter efetuado pagamentos a Davis por sua participação, estimando um valor entre US$ 10 mil e US$ 20 mil, embora Davis tenha negado no tribunal ter recebido pagamentos em parcelas de US$ 5 mil. Os promotores argumentam que a participação em projetos públicos e a publicação de sua autobiografia anularam o acordo de 2008, tornando a entrevista policial admissível como evidência corroborativa.

Uma entrevista gravada em 2009 com um detetive de Las Vegas reforçou a versão de Davis, onde ele novamente descreveu o cenário com Anderson no carro. Os promotores contextualizaram o crime como um 'ato de vingança', decorrente de uma disputa de gangues anterior. Anderson, supostamente furioso após ser atacado por Tupac e sua comitiva no MGM Grand, teria tido o braço quebrado em uma briga envolvendo uma corrente da Death Row Records, em um conflito entre os South Side Compton Crips (grupo de Davis e Anderson) e os Mob Piru Bloods (associados a Knight). Após o tiroteio, o grupo estacionou o Cadillac e deixou a arma.

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