Moda
Já estive três vezes e voltarei.
/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/04/freepik-mulher-viajante-admirando-2860288085.jpg?ssl=1)
Imagina percorrer 90 países com uma única regra: nunca repetir um destino. Foi assim que a americana Jamie Davis Smith conduziu a sua vida de viajante, convicta de que o mundo era vasto demais para revisitar o que já havia visto. Mas toda regra tem uma exceção, e no caso dela essa exceção tem nome e fica no norte do Atlântico: a Islândia foi o único lugar que a fez quebrar o seu próprio compromisso, não uma, mas três vezes.
/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/04/freepik-mulher-viajante-admirando-2860287485.jpg)
Por que uma viajante experiente quebra a própria regra de nunca repetir um destino?
Para Jamie, a lógica era simples: por que voltar ao Coliseu se ela ainda não tinha visto as pirâmides? Cada passaporte carimbado representava uma nova experiência, um povo diferente, uma cultura inexplorada. Essa filosofia funcionou por décadas e dezenas de países, até que uma amiga a convenceu a embarcar para a Islândia. A viagem começou quase por acaso, impulsionada pela curta distância de apenas cinco horas de voo a partir de Washington, e pelo que encontrou ao chegar transformou completamente a sua visão sobre o que significa apaixonar-se por um destino.
Logo na chegada a Reykjavik, Jamie deparou-se com um enorme arco-íris pintado no centro da capital islandesa, símbolo de inclusão e acolhimento. “Foi um sinal bonito e inconfundível de que toda a gente é bem-vinda na Islândia”, recordou. Com cerca de 140 mil habitantes, Reykjavik surpreendeu pela vivacidade: museus, cafés, feiras, arte de rua e uma energia cosmopolita que contrasta de forma encantadora com as paisagens selvagens que rodeiam a cidade. Foi o suficiente para que a viajante percebesse que uma visita nunca seria suficiente.
O que tem a Islândia que nenhum dos outros 89 países conseguiu oferecer?
A resposta está nas camadas. A Islândia não é apenas um destino, é um destino que se renova a cada visita. Na segunda viagem, realizada apenas três meses depois da primeira, Jamie embarcou num cruzeiro de expedição pelo norte do país e cruzou o Círculo Ártico. Foi aí que assistiu a baleias no alto mar, caminhou entre montanhas de lava e atravessou paisagens que pareciam saídas de outro planeta. Cada momento reforçava a sensação de que este era um lugar diferente de tudo o que já havia experienciado.
A terceira viagem aconteceu apenas cinco meses depois, desta vez no inverno. O objetivo era ver a aurora boreal e explorar a ilha coberta de neve, numa versão completamente diferente do país que já conhecia. “Cada vez que volto, descubro algo novo. Para mim, foi mais uma prova de que há sempre algo inédito para descobrir aqui”, disse. A Islândia de inverno revelou-se mais íntima e selvagem, mas guardava o mesmo mistério e a mesma magia que a tinham conquistado logo na primeira visita.
https://www.instagram.com/reel/DPXkb5ljARu/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=MzRlODBiNWFlZA==
Quais são as experiências que tornam a Islândia inesquecível para os viajantes?
A Islândia é um dos destinos de turismo mais singulares do mundo, capaz de proporcionar experiências completamente diferentes consoante a época do ano. Da natureza extrema à cultura urbana de Reykjavik, o país oferece um leque de atrações que raramente se esgota numa só visita. Veja algumas das razões que levam viajantes a regressar repetidamente:
- Aurora boreal: um dos espetáculos naturais mais impressionantes do planeta, visível entre setembro e março nas zonas mais afastadas da poluição luminosa.
- Paisagens vulcânicas: campos de lava, geysers, cascatas e fiordes criam cenários que mudam completamente com as estações do ano.
- Cruzeiros árticos: expedições pelo norte do país permitem avistar baleias, cruzar o Círculo Ártico e explorar regiões de rara beleza natural.
- Cultura de Reykjavik: a capital islandesa surpreende pela diversidade cultural, com museus, gastronomia sofisticada e uma cena artística muito ativa.
- Gastronomia local: dos famosos cachorros-quentes às sopas robustas de inverno, a culinária islandesa é parte essencial da experiência de viagem.
/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/04/freepik-paisagem-impressionante-d-2860286692.jpg)
Quando é a melhor altura para visitar a Islândia pela primeira vez?
A escolha da época certa depende muito do tipo de viagem que se pretende. O verão islandês, com os seus dias de luz quase infinita, é ideal para explorar a natureza a pé e aproveitar temperaturas mais amenas. Já o inverno transforma o país num cenário de conto de fadas coberto de neve, com a possibilidade de assistir à aurora boreal e conhecer uma Islândia mais silenciosa e íntima, tal como Jamie descobriu na sua terceira visita.
Para quem parte de Portugal ou do Brasil, a Islândia está a poucas horas de voo e tem vindo a tornar-se cada vez mais acessível em termos de ligações aéreas e alojamento. Para facilitar o planeamento da visita, eis algumas dicas essenciais:
- Melhor época para ver a aurora boreal: entre setembro e março, preferencialmente em noites de céu limpo e afastadas das luzes da cidade.
- Melhor época para caminhadas e natureza: junho a agosto, com dias longos e temperatura mais convidativa para explorar o interior do país.
- Transporte: alugar um carro é a opção mais recomendada para explorar a Rota 1, a estrada circular que percorre toda a ilha.
- Alojamento: reservar com antecedência é fundamental, especialmente na época de inverno, quando a procura pela aurora boreal atrai muitos viajantes.
O que aprendemos com uma mulher que visitou 90 países e voltou sempre ao mesmo lugar?
A história de Jamie Davis Smith é mais do que uma curiosidade de viagem. É um lembrete de que explorar o mundo e apaixonar-se por um lugar não são objetivos contraditórios. Após 90 países e incontáveis experiências, foi a Islândia que lhe ensinou que alguns destinos transcendem a lógica do itinerário. “Já estive três vezes e é definitivamente o único lugar a que voltaria repetidamente”, confessou a viajante, mostrando que, quando um destino nos chama de verdade, nenhuma regra resiste.
A Islândia continua a chamar por Jamie, que já planeia regressar para assistir a uma erupção vulcânica. Para quem ainda não conhece este país extraordinário, a sua história é o melhor argumento para colocar Reykjavik no topo da lista de destinos a visitar. Porque, tal como descobriu esta viajante apaixonada, há lugares que não se visitam apenas uma vez, há lugares que se habitam com os olhos, a cada regresso.
