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Crise na Turnê de Ed Sheeran: Saída de Macklemore e Artistas de Abertura após Discurso Pró-Palestina

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A turnê “Loop” do cantor Ed Sheeran foi abalada por uma série de eventos controversos, que começaram com um discurso pró-Palestina do rapper Macklemore e culminaram na saída de diversos artistas que abririam os shows. A polêmica gerou debates sobre liberdade de expressão e o papel dos artistas em manifestações políticas globais.

A Polêmica com Macklemore

Em 4 de setembro, durante um show de abertura para Ed Sheeran no MetLife Stadium, Nova Jersey (EUA), o rapper americano Macklemore gritou “Free Palestine” e expressou solidariedade aos habitantes de Gaza e da Cisjordânia. Essa declaração levou a uma petição do Conselho Israelense-Americano solicitando sua exclusão da turnê de Sheeran.

A Messina Touring Group, promotora responsável pela etapa dos Estados Unidos da turnê, informou à revista “Rolling Stone” que Macklemore não continuaria nas datas restantes. A decisão foi justificada pela oposição dos locais de apresentação, que ameaçaram cancelar os shows caso o rapper permanecesse no line-up, impactando centenas de milhares de fãs em cidades como Boston, Atlanta, Charlotte, Indianápolis, Dallas e Tampa.

Pronunciamentos dos Artistas

Macklemore divulgou um longo comunicado em 14 de setembro, afirmando: “Eu não sou uma vítima. Temos carreiras, dinheiro, oportunidades, segurança e público no mundo todo. Quaisquer que sejam as consequências que enfrentemos pelo que dizemos, podemos voltar para casa e para nossas famílias. As vítimas são os palestinos.”

Ed Sheeran, por sua vez, esclareceu que a decisão de afastar Macklemore partiu da promotora da turnê. Ele também publicou: “Tenho minhas visões pessoais sobre esse conflito devastador. Só porque eu escolho não falar publicamente, não significa que eu não as tenho, e não significa que eu não me importe.”

Contexto Internacional

Em junho, um comitê de investigação contratado pela Organização das Nações Unidas (ONU) apontou que Israel alvejou crianças deliberadamente na Faixa de Gaza. O relatório da comissão afirmou que tais práticas poderiam configurar genocídio, crimes contra a humanidade e crimes de guerra, com cerca de 30% dos 73 mil mortos na guerra em Gaza sendo crianças.

Debandada de Artistas de Abertura

A controvérsia escalou quando Finneas, Aaron Rowe, Lukas Graham e a banda Beoga declararam, em 15 de setembro, que não iriam mais abrir os shows de Ed Sheeran, deixando-o sem artistas de suporte para as datas restantes da turnê, que se estende até 11 de dezembro. Finneas, inclusive, estava escalado para abrir as apresentações no Brasil, em São Paulo.

Os artistas justificaram suas saídas com mensagens de apoio à causa palestina e defesa da liberdade de expressão. Finneas escreveu que “artistas não devem ser silenciados por se manifestar contra a opressão”. Lukas Graham afirmou que “deveríamos poder falar sobre guerra, sobre civis sendo mortos, sobre crianças que merecem crescer”. Aaron Rowe e a banda Beoga, de origem irlandesa, destacaram a compreensão do colonialismo e o compromisso com a justiça, referenciando a história irlandesa e o movimento “Artistas Irlandeses pela Palestina”.

Fonte: https://g1.globo.com

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