Entretenimento
Chico Lobo Lança ‘Recibo de Violeiro’, Um Mosaico Musical Abrangente do Brasil Rural

O renomado violeiro e compositor mineiro Chico Lobo celebra marcos significativos em sua carreira com o lançamento de seu 36º álbum, "Recibo de violeiro". Comemorando 30 anos de carreira solo e 45 anos desde sua primeira aparição em palco, o artista reafirma sua profunda conexão com as raízes interioranas e seu instrumento. O álbum, lançado pela gravadora Kuarup em 30 de outubro, em formato físico e digital, apresenta uma exploração sonora que mapeia a rica tapeçaria cultural do Brasil rural.
A Diversidade Sonora de 'Recibo de Violeiro'
Sob a direção musical de Ricardo Gomes, parceiro de longa data desde 2016, "Recibo de violeiro" transita por uma vasta gama de gêneros. O trabalho de Chico Lobo engloba toadas, folias de reis, batuques, samba rural e modas de viola, sem deixar de lado incursões surpreendentes no rock rural e até um flerte com a bossa nova. Essa versatilidade consolida a visão do artista em retratar a complexidade e a beleza da música brasileira de raiz.
Colaborações Ilustres e Temas Relevantes
O álbum é enriquecido por um time estelar de convidados que incluem Leila Pinheiro, Fernanda Takai, Grupo Mutirão, Humberto Gessinger, Jane Duboc, John Ulhoa e Zeca Baleiro. Este último, parceiro na canção folk "Coração de sertãozinho", descreve Chico Lobo como um "mapeador musical do Brasil", evidenciando a capacidade do violeiro de unir sonoridades como "catira e rock, modão e reisado, blues e congada". A dedicação do álbum ao Grupo Mutirão, que o acompanhou em sua estreia em 1981, ressalta a importância de suas origens.
Faixas em Destaque e Suas Peculiaridades
Entre as dez composições autorais do disco, diversas faixas se sobressaem pela originalidade e pelas colaborações. "Seu olhar" ganha nuances de bossa nova com a voz e o piano de Leila Pinheiro, enquanto a faixa-título "Recibo de violeiro", uma parceria com Thales Martinez, se aventura pelo rock rural com Humberto Gessinger. O calango mineiro "Goiabada com queijo" une Chico Lobo a John Ulhoa e Fernanda Takai, e a toada "Águas do meu amor" convoca Jane Duboc para uma reflexão ecológica. "Batuquinho" revisita as raízes com o Grupo Mutirão, e "Viola do tempo", parceria com Carlos Di Jaguarão, representa a moda de viola, consolidando a amplitude musical e lírica do projeto.
Fonte: https://g1.globo.com
