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Catarina Tourinho abre o jogo sobre pressão estética e exposição nas redes: ‘Meu corpo não é um objeto’

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A trajetória de uma influenciadora digital raramente acontece de forma planejada. No caso de Catarina Tourinho, o crescimento veio acompanhado do próprio amadurecimento pessoal. Hoje, aos 24 anos, ela olha para trás e reconhece que sua história na internet se confunde com a própria construção da identidade.

Ao longo dos anos, Catarina deixou de ser apenas uma adolescente compartilhando momentos cotidianos para se tornar uma voz que ecoa entre milhares de mulheres que se identificam com sua forma sensível e transparente de se comunicar. O reconhecimento do público, no entanto, não veio apenas com conquistas. Também trouxe responsabilidades emocionais inesperadas.

“Comecei na internet tão novinha, com 14 anos, que eu nem tinha dimensão do que a minha voz poderia virar. Acho que o momento em que realmente caiu a ficha foi quando meninas da minha idade e até mais novas, começaram a me contar que se sentiam acolhidas comigo, que eu deixava o dia delas mais leve. A partir dali entendi que não era só sobre postar; era sobre presença, sobre influência real. No começo deu um medo, sim, porque é muita responsabilidade para uma adolescente. Mas, com o tempo, essa responsabilidade virou força. Hoje, aos 24, eu enxergo isso como uma construção conjunta: eu cresci com elas, e elas cresceram comigo”, relembra.

Crescer diante do público muda tudo

Ter amadurecido diante das câmeras fez com que Catarina revisitasse crenças antigas sobre aceitação e comportamento. A influenciadora conta que, durante muito tempo, acreditou que precisava se encaixar em um padrão idealizado para ser bem recebida.

“Eu cresci na internet, literalmente. Comecei aos 14 achando que precisava ser uma versão “certinha” de mim para ser aceita: sempre doce, sempre educada, sempre perfeita. Hoje, percebo que isso não existe. Entendi que posso ser firme sem perder a delicadeza, que posso discordar sem parecer “difícil”, que posso existir inteira sem caber em todos os gostos. O amadurecimento público me ensinou que autenticidade dá muito mais paz do que agradar”, reflete.

Essa busca constante por não decepcionar também se tornou um dos desafios mais silenciosos da carreira. Segundo Catarina, a cobrança mais intensa muitas vezes não vem do público, mas dela mesma.

“A cobrança de nunca decepcionar. É uma pressão silenciosa, porque ninguém precisa apontar nada, eu mesma crio esse padrão impossível. E foi transformador perceber que perfeição não existe, e que minhas vulnerabilidades, quando compartilhadas com verdade, me aproximam muito mais das pessoas do que qualquer performance de perfeição”, explica.

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Catarina Tourinho
Catarina Tourinho – FOTO: Reprodução/Instagram

Sensibilidade como ponte de conexão

Ao contrário do que muitos imaginam, a característica que Catarina antes via como fragilidade acabou se transformando em um dos pilares da sua conexão com o público feminino.

“Minha sensibilidade. Sempre achei que sentir “demais” me deixava exposta. Hoje vejo que é justamente isso que me conecta com outras mulheres: falar do que eu sinto, do que eu vivo, do que me atravessa. Ser sensível me permite criar um ambiente mais humano, mais seguro e mais real na internet”, afirma.

Entre os temas que ainda deseja aprofundar com seus seguidores, ela destaca uma conversa que considera essencial, mas que exige preparo emocional.

“A conversa sobre limites. Sobre como a gente se perde tentando ser tudo para todo mundo. É um tema que eu vivo muito intimamente, mas ainda não encontrei o momento certo para trazer de forma profunda. Mas sinto que está perto, talvez porque eu mesma esteja aprendendo a colocar esses limites agora”, revela.

Corpo, imagem e a pressão invisível

A relação com a moda e com a própria imagem também passou por transformações importantes ao longo dos anos. Catarina admite que momentos recentes despertaram reflexões profundas sobre autoestima e autopercepção.

“A moda sempre foi meu lugar de expressão, mas já foi meu lugar de inseguranças também. Uma cobrança recente que mexeu comigo foi antes do meu casamento quando, de repente, tudo parece ganhar uma lupa. Comecei a reparar em detalhes que nem deveriam importar. Foi nesse processo que eu entendi que precisava me enxergar com mais gentileza e menos comparação, e que meu corpo não é um objeto de avaliação pública”, conta.

Ela reconhece ainda que comentários aparentemente pequenos podem deixar marcas emocionais duradouras. “Existe, sim. Alguns comentários que parecem “pequenos” podem bater em lugares profundos. Eu achava que estava totalmente blindada, mas percebi que certas falas ficam ecoando, mesmo quando eu finjo que não. Elaborar isso foi entender que a crítica diz mais sobre o olhar do outro do que sobre mim e me lembrar, sempre, do meu valor fora da estética”, diz.

Maturidade, limites e humanidade na internet

Para Catarina, o debate sobre autoestima feminina passa por uma mudança coletiva que ainda está em construção. Ela acredita que as mulheres estão aprendendo, aos poucos, a romper com padrões impostos.

“Acredito que estamos caminhando para um lugar mais honesto, mesmo que devagar. Ainda existe muita pressão, mas também existe uma busca nova por autenticidade. Precisamos parar de negociar nossa autoestima com a opinião alheia. E aprender a nos olhar com mais ternura. Autoestima não é uma linha reta, é uma construção diária”, avalia.

Esse processo também trouxe aprendizados importantes sobre limites pessoais e coragem emocional. “A maturidade me ensinou que dizer “não” é um ato de respeito comigo mesma. E que a culpa que a gente sente costuma ser resultado de expectativas externas, não internas. Recentemente, me surpreendi ao colocar um limite bem claro em uma situação pessoal. Antes eu provavelmente teria engolido para evitar conflito. Mas dessa vez eu me escolhi. Parece pequeno mas para mim foi enorme”, compartilha.

Consciente da expectativa constante criada pelas redes sociais, Catarina finaliza refletindo sobre a necessidade de mostrar também o lado humano por trás da influência digital.

“Existe, sim. A internet cria essa ilusão de constância: como se a gente tivesse que estar sempre bem, sempre bonita, sempre produtiva. Mas eu sou humana. Tenho dias ótimos e dias desafiadores. Eu tento equilibrar isso lembrando que força não é ausência de vulnerabilidade, é atravessar os momentos difíceis com verdade. E quando me sinto pronta, compartilho também esse lado. Acho importante que as pessoas vejam que tudo bem não estar bem o tempo todo”, conclui.

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Paulo Henrique Lima

Paulo Henrique Lima é repórter de pautas especiais do Grupo Perfil. Tem passagens por diversos veículos de comunicação na web. É apaixonado por entretenimento e realities.

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