Celebridade
Brasileiros alcançam a elite do salto cinco estrelas no Qatar em evento com R$ 20 milhões em prêmios

No circuito internacional do hipismo, Doha não é apenas mais uma parada no calendário. A etapa realizada no complexo de Al Shaqab, no Qatar, tornou-se uma das mais importantes do início da temporada mundial, reunindo parte significativa da elite do salto cinco estrelas, o nível máximo da modalidade. É ali que se medem projetos esportivos, investimentos milionários e ambições olímpicas.
A edição de 2026 do Doha Equestrian Tour distribuiu cerca de € 3,3 milhões – o equivalente a R$ 20,12 milhões – em premiação ao longo das semanas de competição, com o Grand Prix cinco estrelas, disputado a 1,60 metro, figurando entre as provas mais valiosas do calendário internacional. A presença de cavaleiros europeus líderes do ranking, ao lado de conjuntos em ascensão, transformou a arena catariana em um termômetro técnico do que se verá nas principais competições do ano. Foi nesse cenário que o Brasil se afirmou.
Marlon Modolo Zanotelli (37), um dos nomes mais consistentes do hipismo nacional nas últimas duas décadas, venceu prova a 1,60 metro no CSI5* de Doha montando Charly Heart, égua de nove anos. A vitória foi consistente, acompanhada de outros resultados sólidos ao longo da etapa, confirmando a maturidade técnica da dupla e sua capacidade de competir em igualdade com os principais conjuntos europeus.
Santiago Lambre (50) também subiu ao pódio em prova cinco estrelas, resultado que reforça sua presença regular na elite do salto internacional. Em competições desse porte, onde cada centésimo decide posições e cada percurso exige precisão absoluta, um terceiro lugar tem peso específico no ranking e na leitura estratégica da temporada.
Brasil nos holofotes
Os desempenhos em Doha não são casos isolados. Nos últimos anos, o Brasil tem mantido representantes frequentes em finais de alto nível, tanto na Europa quanto no Oriente Médio. A combinação entre formação técnica consolidada, investimento privado e experiência acumulada em grandes campeonatos internacionais sustenta essa presença.
O salto cinco estrelas exige muito mais do que talento. Envolve cavalos avaliados em milhões de euros, logística internacional complexa e equipes multidisciplinares. Quando um cavaleiro brasileiro vence ou sobe ao pódio em uma etapa como a de Doha, é um sinal claro que está sob os holofotes no ambiente mais exigente do hipismo mundial.

Doha e a estratégia do esporte global
O hipismo integra o projeto do Qatar de consolidar a capital como polo internacional de grandes eventos esportivos. Após sediar a Copa do Mundo de 2022 e garantir lugar fixo no calendário da Fórmula 1, o país investiu também em modalidades historicamente associadas à tradição europeia, como o salto.
O complexo de Al Shaqab é peça central dessa estratégia. Com arena climatizada, hospital veterinário e centro de criação de cavalos árabes, a estrutura atende aos padrões mais exigentes da Federação Equestre Internacional e posiciona Doha como parada relevante no início da temporada mundial.
Além do prestígio esportivo, o circuito movimenta turismo de alto padrão, hotelaria e patrocínios internacionais, reforçando a imagem do Qatar como destino de eventos premium. No salto cinco estrelas, Doha é protagonista no calendário global.

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