Celebridade
Bens exclusivos de ator morto há 12 anos são leiloados e 18 mil itens são doados pela família

Doze anos após a morte de um dos maiores nomes da televisão brasileira, o destino do seu enorme patrimônio ainda gera curiosidade e movimenta o noticiário. A família do artista tomou a decisão de dividir a herança em duas frentes bem diferentes. O que era material e de uso pessoal, foi para leilão, enquanto toda a sua coleção de livros e filmes se transformou em uma grande doação pública.
Segundo apurações divulgadas pelos portais Revista Oeste e Veja Rio, essa divisão movimentou tanto o mercado de artigos de luxo quanto o setor de pesquisa cultural no Rio de Janeiro. A ideia principal dos herdeiros foi repassar as peças para o público e para os colecionadores interessados em guardar uma recordação.
A parte financeira e os objetos mais exclusivos da herança ganharam as manchetes logo de cara. Bens pessoais, objetos de arte e relógios de pulso da coleção particular do artista foram colocados a leilão no Atlântica Business Center, localizado no bairro do Leme, zona sul carioca. De acordo com as informações da coluna Beira-Mar da revista Veja Rio, o evento foi organizado pelos leiloeiros Soraia Cals e Evandro Carneiro. O item que mais gerou comentários no mercado foi um relógio da marca suíça Franck Muller. Para se ter uma ideia do nível de luxo, uma peça desse modelo não sai por menos de R$ 30 mil nas lojas oficias. No entanto, o lance inicial do leilão começou em um valor bem mais acessível para os padrões do evento: R$ 5 mil.
Mas afinal, de quem era esse acervo?
O dono de toda essa coleção é o saudoso ator José Wilker. Ele faleceu em 2014, aos 67 anos de idade, de forma repentina após sofrer um infarto fulminante. Fora das câmeras, Wilker sempre manteve um forte ar de mistério sobre a sua vida pessoal. Era um homem bastante reservado com a rotina de sua casa, mas que não escondia o seu gosto pelo luxo, pela alta relojoaria, pelas artes plásticas e pela literatura pesada.
Essa mistura de discrição com hábitos sofisticados formava a sua personalidade. O último trabalho dele na Globo antes da sua morte foi na novela Amor à Vida (2013), interpretando o médico Herbert Marques. O personagem convivia com o núcleo de Ordália (Eliane Giardini) e Gina (Carolina Kasting).
A doação de 18 mil itens
Além do leilão com os artigos de luxo, a imensa parte intelectual da fortuna teve um destino totalmente focado na cultura e na pesquisa. Conforme noticiou a Revista Oeste, as filhas e herdeiras do ator, Mariana e Isabel Wilker, doaram cerca de 18 mil itens pessoais do pai para o Museu da Imagem e do Som (MIS) do Rio de Janeiro.
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O volume do material impressiona bastante: as duas entregaram 8 mil livros, mais de 4 mil DVDs e 5 mil CDs da coleção pessoal. O objetivo do museu é organizar tudo isso para que estudantes e o público geral possam fazer pesquisas.
O legado na cultura nacional
O contrato assinado por Mariana Vielmond oficializou a criação de uma área especial chamada Na Cabeça do Zé — O Acervo de José Wilker. A página do museu no Instagram comemorou a novidade na época, afirmando que a instituição estava em festa pela cultura brasileira.
Cesar Miranda, um dos representantes do MIS, explicou a relevância de receber o material: “A satisfação por receber essa doação é imensa. Ela permitirá que o rico acervo fique acessível a pesquisadores e admiradores da arte brasileira”.
Ele também reforçou que o assunto deve gerar muita procura até o fim de 2024, justamente porque a herança deixada para o país é tão rica quanto a própria trajetória do ator.
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