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Música

Belo explica sua ligação com o rock e diz ter lado ‘roqueiro rebelde’

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Conhecido como um dos maiores nomes do pagode e do samba romântico no Brasil, o cantor Belo surpreendeu ao revelar uma faceta musical pouco conhecida pelo grande público.

Em entrevista a Valmir Moratelli, da Veja, no camarim do Rock in Rio em Lisboa, logo após sua estreia no festival para uma multidão de mais de 100 mil pessoas, o artista brincou sobre ter um lado “roqueiro rebelde”.

Apesar de ter trilhado o caminho do samba por influência direta de sua mãe — enquanto seu pai era mais ligado à música sertaneja —, Belo cresceu em um ambiente onde o rock também extava presente. Ele explicou suas raízes e a proximidade com o gênero:

“Meu irmão ouvia muito Titãs, Legião Urbana, Capital Inicial. Sou muito amigo do Dinho, Chorão foi um cara amigo, da minha época, quando comecei minha carreira. Essas bandas todas fizeram muito sucesso em São Paulo, fazem muito sucesso até hoje, no Brasil inteiro e no mundo inteiro.”

A ligação com o samba

Segundo ele, ter seguido o caminho do pagode e do samba foi algo natural, mas também não seria nenhum absurdo se tivesse optado pelo rock. Belo comentou:

“Tendenciei para o samba por causa da minha mãe e do meu papai, que gostavam. Meu papai era muito sertanejo, minha mãe gostava muito de samba, minhas tias, e o meu irmão foi pro rock assim, mas tenho muito também da essência. Acho que o rock brasileiro tem uma mistura de quase tudo.”

Belo no Rock in Rio Lisboa

A apresentação em Portugal, no Rock in Rio Lisboa, superou as expectativas do cantor, que celebrou a oportunidade de cantar para um público miscigenado, composto por diferentes nacionalidades.

O cantor arrematou:

“Quero voltar muitas vezes. É muito bom reencontrar o público brasileiro, mas tinha uma mistura ali, né, de brasileiro, português, angolanos. Estou muito feliz com o resultado.”

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Guilherme Gonçalves (@guiiilherme_agb)

Guilherme Gonçalves é jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e atua no jornalismo esportivo desde 2008. Colecionador de discos e melômano, também escreve sobre música e já colaborou para veículos como Collectors Room, Rock Brigade e Guitarload. Atualmente, é redator em IgorMiranda.com.br, revisa livros das editoras Belas Letras e Estética Torta e edita o Morbus Zine, dedicado a resenhas de death metal e grindcore.

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