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Celebridade

Aos 45 anos, Helga Nemetik dispara: “Hoje, eu consigo dizer não”

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Os ventos têm soprado a favor de Helga Nemetik (45). E isso não é sorte nem coincidência. É resultado de muitas batalhas, persistência, dedicação e amor pelo ofício. “Viver de arte não é fácil, é uma vida de altos e baixos, mas chega o momento da vida que a gente colhe o que plantou”, diz a atriz, que celebra 20 anos de carreira em grande estilo e com direito a duas protagonistas! Nos palcos, ela brilha no espetáculo Fafá de Belém, O Musical, no qual dá vida a Fafá de Belém (69). Já nas telonas ela é a estrela do longa A Miss. “É um momento muito especial. Todos esses anos de trabalho me trouxeram até aqui. Sinto muito orgulho de onde cheguei e pretendo ir mais longe”, fala ela, durante papo exclusivo com CARAS.

 

Nos palcos

 

Protagonista do espetáculo sobre a vida de Fafá de Belém, ela afirma que fazer um papel-título no teatro musical sempre foi um sonho. Sonho que se tornou realidade! “Fafá de Belém é um ícone da nossa cultura, da nossa música, da nossa história. A história dela está atrelada à história do nosso País, uma mulher que cantou as suas raízes, a primeira que não se dobrou a repertórios impostos nem a padrões estéticos impostos. Essa homenagem é mais do que merecida. Fafá está viva, é uma homenagem em vida. Tudo isso é importante e fazer a Fafá de Belém é muito significativo para mim”, diz a atriz.

Além de homenagear um ícone da música nacional, Helga destaque que sua história e a de Fafá se encontram em alguns momentos. “Quando ela começou, era uma mulher esteticamente fora dos padrões. Tem uma cena em que o empresário da Som Livre diz para ela que para lançá-la ela teria que emagrecer 10 quilos, porque não dá para ter cantora gordinha no mercado, o mercado não aceita. E eu já vivi muito isso, com diretores dizendo que eu tinha que emagrecer para determinados personagens”, comenta ela, que hoje tenta não se limitar pelas opiniões e julgamentos. “Entendo a necessidade de a gente se transformar para personagens, mas a maioria das vezes era sempre porque ser magra é o padrão estético bonito e aceitável”.

Trabalho autoral

Incansável em sua arte, Helga também se dedica a projetos autorais. O mais importante deles é o monólogo Não Conta pra Ninguém, no qual aborda o abuso que sofreu na infância. Para ela, esse tipo de trabalho lhe permite mostrar sua verdadeira essência. “O mercado, a mídia, a TV, o cinema, o teatro, todos eles acabam colocando os atores em caixinhas, em nichos. A vida inteira eu fui a Helga do Zorra Total, a que fazia comédia. As pessoas achavam que eu só servia para isso e nunca me deram oportunidade de fazer drama, por exemplo”, conta ela.

E foi justamente para mostrar que era capaz, que ela criou o monólogo. “Eu me dei de presente meu monólogo, para mostrar que sou uma atriz versátil, capaz de fazer comédia, de dançar, cantar e também fazer drama”.


Tamara Gaspar

Tamara Gaspar é subeditora da revista CARAS e CONTIGO! Novelas. Formada em Jornalismo e Letras, possui extensão em Teoria da Comunicação e é especialista em monarquia. Escreve sobre celebridades, realeza, TV e novelas.

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