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Crítica de Cinema: O Carisma Duradouro de Sandra Bullock e Nicole Kidman em ‘Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor’

A aguardada sequência do clássico de 1998, 'Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor', estreou nos cinemas prometendo uma revisitação ao universo das irmãs bruxas Owens. Com o retorno de seu elenco principal, encabeçado por Sandra Bullock e Nicole Kidman, a produção se apresenta como uma continuação simpática, permeada por certo humor e leveza. Contudo, apesar de agradável, o novo longa não consegue replicar o encanto original e oferece poucas inovações ao universo já conhecido, destacando-se principalmente pelo magnetismo de suas estrelas.
A Trama: Maldições e Novas Gerações
A narrativa retoma a vida de Sally (Sandra Bullock) e Gillian Owens (Nicole Kidman) em Massachusetts, ao lado das tias Jet (Dianne Wiest) e Frances (Stockard Channing). Após ficar viúva novamente, Sally abandona suas habilidades mágicas para se dedicar às filhas adultas, Kylie (Joey King) e Antonia (Maisie Williams). Ao descobrir a maldição familiar que sentencia as mulheres Owens à perda de seus amores, Kylie decide viajar à Inglaterra, onde a maldição se originou, para desfazê-la. Temendo pela vida da filha, Sally e Gillian embarcam na mesma jornada, enfrentando situações que testarão mais uma vez os laços que as unem.
A Abordagem de 'Filme Legado' e seus Desafios
'Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor' adota a estrutura de 'filme legado', uma tendência em franquias que retornam após anos. A premissa é ceder espaço a novos personagens, com foco nas filhas de Sally, Kylie e Antonia, para modernizar a narrativa. No entanto, o filme sofre um desequilíbrio, pois as partes mais envolventes e carismáticas da sequência ainda residem nas interações de Bullock e Kidman, ofuscando a intenção de uma 'passagem de bastão' efetiva. Essa dualidade entre o protagonismo antigo e o novo resulta em uma trama irregular.
Críticas ao Roteiro e à Direção
O roteiro, coescrito por Akiva Goldsman, Georgia Pritchett e Kelly Marcel, e inspirado em 'O Livro da Magia' de Alice Hoffman, é apontado como um dos pontos fracos. Ele falha em criar situações verdadeiramente intrigantes, parecendo mais preocupado em replicar o que funcionou na produção original de mais de duas décadas atrás. Similarmente, a direção de Suzanne Bier, conhecida por trabalhos anteriores com Bullock e Kidman, é descrita como trivial. Sua abordagem leve demais remove peso e tensão até de momentos dramáticos e demonstra uma falta de familiaridade com efeitos visuais, culminando em cenas genéricas e pouco memoráveis no clímax do filme.
O Trunfo Irrefutável: Sandra Bullock e Nicole Kidman
Apesar das deficiências em roteiro e direção, 'Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor' ainda consegue ser um passatempo simpático, salvaguardado pelo carisma inegável de Sandra Bullock e Nicole Kidman. Bullock, que retorna à atuação após um hiato de quatro anos, prova que seu apelo com o público permanece intacto. A química e o charme das duas atrizes são, sem dúvida, os maiores trunfos da sequência, garantindo que o filme mantenha um certo nível de engajamento, mesmo diante de suas inconsistências técnicas e narrativas.
Fonte: https://g1.globo.com
