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Fenômeno ‘Lado B’: Por Que Sorriso Maroto, Belo e Outros Artistas Revivem Músicas Esquecidas no Pagode

O cenário musical brasileiro, especialmente no pagode, testemunha o ressurgimento do conceito de 'lado B'. Nomes como Sorriso Maroto e Belo estão à frente dessa tendência, regravando faixas de seus próprios repertórios que, apesar de não terem sido grandes sucessos, encontram agora uma nova vida e o carinho dos fãs.
A Redescoberta dos 'Lados B' no Pagode
Inspirado na clássica distinção dos discos de vinil, onde o 'lado A' abrigava os singles principais e o 'lado B' as apostas ou canções menos divulgadas, essa prática ganha força. Projetos como 'Sorriso Eu Gosto No Pagode – Lado B' de Sorriso Maroto e o futuro álbum de Belo dedicado a essas joias esquecidas demonstram a adesão à ideia. Artistas como Thiaguinho e Turma do Pagode também já manifestaram interesse em atender aos pedidos dos fãs por lançamentos nesse formato.
Saturação dos Sucessos e a Busca por Novidade
A regravação de grandes sucessos é uma tática antiga no pagode, intensificada pelo fenômeno Menos é Mais durante a pandemia. Contudo, a repetição excessiva de hits levou à saturação do público, que passou a buscar por algo diferente. Marcelinho TDP, do Turma do Pagode, explica que, após a exaustão dos grandes êxitos, muitos artistas voltaram-se para o 'lado B' que gostavam de tocar, mas que o público não conhecia. O cantor e compositor Matheus Pessanha observa que a homogeneidade dos repertórios em rodas de samba estimula a procura por 'novidades antigas'.
O Caso de 'Alucinado'
A canção 'Alucinado', do grupo Doce Encontro, lançada em 2004, era um 'lado B' até 2019. Sua regravação pelo próprio grupo a catapultou para o posto de um dos maiores sucessos, exemplificando o potencial de redescoberta dessas músicas. Bruno Cardoso, do Sorriso Maroto, cita o exemplo de Yan, que regravou 'Fica com Deus', um 'lado B' do grupo, gerando uma demanda surpresa entre os fãs.
O Futuro: A Essencialidade das Músicas Inéditas
Apesar do sucesso das regravações de 'lados B', surge a questão sobre a produção de novos trabalhos. Músicas inéditas continuam a surgir e a fazer sucesso, como 'Apaguei Pra Todos' e 'Arrependidaço' de Ferrugem, que alcançaram destaque nacional. Vitinho com 'Iceberg' e a colaboração 'Investigador' de Turma do Pagode com Menos É Mais são outros exemplos recentes. Compositores e intérpretes reforçam que, embora as regravações sejam importantes para manter o gênero aquecido, a identidade e a personalidade de um artista são construídas primordialmente pelas músicas inéditas.
Fonte: https://g1.globo.com
