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O que você precisa saber antes de assistir à 3ª temporada de ‘A Casa do Dragão’

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De todos os mundos fantásticos do cinema, da televisão e da literatura, nenhum é mais brutal que Westeros. A vida não vale nada, as palavras são como vento, filhos assassinam seus pais sem remorso, e qualquer um que acredite em algo tão abstrato quanto a honra tende a ser morto pela espada — ou por um dragão.
Mas, em sua segunda temporada, A Casa do Dragão, da HBO, ousou questionar se precisa ser assim. É possível vencer o jogo dos tronos sem massacrar todos os inimigos? O que acontece quando algumas das figuras mais poderosas dos Sete Reinos tentam usar o poder brando?
Ambientada 200 anos antes dos eventos de Game of Thrones, a primeira temporada da série prequela de Ryan J. Condal e George R.R. Martin estabeleceu uma crescente divisão dentro do poderoso, loiro e incestuoso clã Targaryen. Sem um herdeiro homem, o Rei Viserys I nomeou sua filha, Rhaenyra, como sua sucessora ao Trono de Ferro. Mas as coisas se complicaram quando ele e sua segunda esposa, Alicent Hightower, tiveram um filho, Aegon. Para piorar a situação, Rhaenyra e Alicent eram melhores amigas de infância antes do casamento dela com Viserys.

Ao final da primeira temporada, Viserys estava morto e Aegon ocupava o Trono de Ferro graças a muita intriga e uma grande falha de comunicação. Com seu ambicioso tio/marido, Daemon, e seus filhos a tiracolo, Rhaenyra fugiu para Pedra do Dragão para planejar seu próximo passo. O final culminou com o assassinato do filho de Rhaenyra, Lucerys, pelas mãos e garras do filho de Alicent, Aemond, e seu mega-dragão. Com os dois lados em conflito, Westeros estava à beira de uma brutal guerra civil.

A segunda temporada foi, de certa forma, mais tranquila, mas elevou as expectativas para a terceira, que estreia em 21 de junho. Considerando que já se passaram dois anos desde que vimos os Targaryen pela última vez, é compreensível que você esteja um pouco perdido em relação aos detalhes. Para te ajudar, aqui está um resumo da situação dos principais personagens.

Rhaenyra Targaryen

A estreia da segunda temporada mostrou a rainha exilada (Emma D’Arcy) lamentando silenciosamente a morte de seu filho. Ao contrário de certa Mãe dos Dragões, Rhaenyra não é do tipo que transforma a dor em carnificina. Mas ela acaba sendo vilanizada mesmo assim, após ser culpada pelo brutal assassinato do jovem filho de Aegon, Jaehaerys — que na verdade é culpa de Daemon (Matt Smith). Determinada a evitar mais mortes, Rhaenyra se infiltra em Porto Real para conversar com Alicent (Olivia Cooke); mas ambas reconhecem que é tarde demais para reverter o início da guerra.

Em seguida, Rhaenyra se dedica à tarefa urgente de encontrar mais cavaleiros de dragão para se juntarem à sua causa. Mas quando os lagartos da morte devoram todos os nobres que cruzam seu caminho, a rainha percebe que as únicas pessoas que seus filhos escamosos aceitarão são aquelas com sangue de dragão. Depois de organizar uma busca por todos os bastardos Targaryen do Sul, ela acaba com um trio de camponeses rudes e destemidos que podem ou não se tornar aliados confiáveis. Mas, como ela precisa dessas armas de destruição em massa de dragão ao seu lado, a cavalo dado não se olha os dentes.

A grande questão da terceira temporada: com os exércitos de ambos os lados em marcha e dragões à solta, será que Rhaenyra conseguirá manter sua promessa de minimizar o derramamento de sangue? Com ​​tanto poder de fogo e tantos riscos em jogo, baixas em massa parecem praticamente inevitáveis.

Daemon Targaryen

O irmão mais novo de Viserys não tem direito legítimo ao Trono de Ferro, mas quando é que isso impediu um Targaryen? Irritado com Rhaenyra e sedento de poder, Daemon voa para Harrenhal para garantir a lealdade dos Homens do Rio — nominalmente para sua esposa, mas na verdade para si mesmo. Ele logo descobre que, quando se instala num castelo amaldiçoado e assombrado, as coisas não saem como planejado. Todas as noites, ele é atormentado por visões de si mesmo fazendo coisas muito normais, como decapitar Rhaenyra, dormir com sua mãe e ser visitado pelo fantasma de Viserys (Paddy Considine).

O Príncipe Consorte também está tendo dificuldades para conquistar o apoio dos homens do rio; acontece que ninguém quer jurar lealdade ao homem que assassinou o próprio neto. Mas com a ajuda relutante de Oscar Tully (Archie Barnes), o jovem lorde das Terras Fluviais, ele consegue reunir seu exército. Às vésperas de sua marcha para Porto Real, o Corvo de Três Olhos o leva a uma visão do que está por vir — fogo, sangue, Caminhantes Brancos, Daenerys Targaryen. É exatamente a morte do ego que ele precisa para perceber que é apenas uma pequena parte de uma história muito maior. E quando Rhaenyra chega para repreendê-lo, ele não hesita em se ajoelhar.

A grande questão da terceira temporada: como qualquer um que já experimentou cogumelos alucinógenos sabe, as epifanias psicodélicas só levam você até certo ponto. Se Daemon chegar primeiro à Fortaleza Vermelha, será que ele realmente conseguirá se conter e não sentar no Trono de Ferro?

Alicent Hightower

A Rainha Viúva pode ter sido responsável por iniciar a guerra, mas é a que menos tem interesse em lutar nela. Ao contrário de sua melhor amiga/inimiga Rhaenyra, Alicent nunca quis participar do jogo dos tronos. E ao longo da segunda temporada, ela percebe que, na verdade, é o jogo que a tem controlado, desde que seu pai ardiloso, Otto (Rhys Ifans), a forçou a se casar com um homem com o dobro de sua idade.

Quando Aegon (Tom Glynn-Carney) se torna rei, Alicent se vê com ainda menos poder do que já tinha: seu filho mais velho é um patife infantil e egoísta, sem nenhum interesse em governar o reino. E quando Aemond (Ewan Mitchell) fere violentamente seu irmão, é a gota d’água para Alicent. Tudo o que ela quer é desaparecer na floresta e nunca mais pensar na linha de sucessão.

Sem nada a perder, ela aparece à porta de Rhaenyra e se oferece para orquestrar um golpe de estado sem derramamento de sangue em troca de sua liberdade. As duas compartilham uma conversa agridoce que revela tanto as mágoas que já sentiram uma pela outra quanto o amor que sempre sentirão. Alicent pede a Rhaenyra que fuja com ela, mas é aí que seus caminhos se separam: para uma, a soberania é uma prisão; para a outra, é um dever. Quando Rhaenyra diz que sua ascensão ao trono significará a execução de Aegon, Alicent concorda a contragosto. É o último recurso de uma mulher desesperada, mas também um sinal de que talvez essa amizade seja mais forte que laços de sangue.

A grande questão da terceira temporada: quando Alicent confessa seu desejo de desaparecer na obscuridade, Rhaenyra lhe diz: “Você fala como se estivesse em um sonho distante”. Se Rhaenyra ascender ao poder, será realmente possível para ela libertar sua antiga amiga, ou os vassalos da nova rainha exigirão vingança?

Aegon, Aemond, e Helaena Targaryen

Aegon pode ser um bêbado misógino e tolo, mas Aemond é um verdadeiro monstro. Durante uma escaramuça com as forças de Rhaenyra, Aemond aproveita a névoa da guerra para derrotar seu irmão, matando seu dragão e deixando Aegon gravemente incapacitado. De volta à Fortaleza Vermelha, Aemond convence o Pequeno Conselho a nomeá-lo Príncipe Regente e começa a devastar o campo montado no maior dragão de Westeros.

Enquanto isso, Aegon está acamado e em agonia. Com sua mãe fugindo e seu irmão prestes a assassiná-lo enquanto dorme, o único aliado de Aegon é seu ardiloso Mestre dos Sussurros, Larys Strong (Matthew Needham). O rei está à beira do suicídio, mas Larys argumenta que sua história ainda não acabou: tudo o que ele precisa fazer é esperar em Braavos enquanto Rhaenyra e Aemond se destroem mutuamente. Então, quando a poeira baixar, ele poderá retornar como um salvador e retomar sua coroa.

Como sempre, a estranha e gentil filha de Alicent, Helaena (Phia Saban), não quer se envolver no drama. A escolha impossível que ela é forçada a fazer no início da temporada — qual de seus dois filhos morrerá — a afastou ainda mais da realidade. Mas isso só aumenta sua capacidade de vislumbrar o futuro. E, assim como Cassandra, ninguém quer ouvir o que ela tem a dizer — principalmente quando ela diz a Aemond que ele está condenado a morrer e que Aegon acabará retomando o trono. Há também a questão de seu dragão, Dreamfyre, que ela se recusa a montar em batalha, não importa o quanto Aemond ameace sua vida.

Questões cruciais da terceira temporada: Apesar de sua determinação implacável, Aemond é difícil de aceitar como rei. Mesmo que derrote as forças de Rhaenyra, por quanto tempo os cidadãos do Reino tolerarão sua crueldade desenfreada? Embora Aegon tenha escapado de Westeros com sucesso, com seu desespero tão profundo, será que ele conseguirá resistir o suficiente para esperar o fim da guerra? Por fim, Helaena parece não ter muito tempo de vida. Alicent implora que sua filha se junte a ela no exílio, mas Helaena não parece se importar muito se ela vive ou morre. Será que ela sobreviverá à guerra que está por vir?

Corlys Velaryon

A Serpente Marinha (Steve Toussaint) tem sido o aliado mais fiel de Rhaenyra desde o início; mas sua vida é abalada pela morte prematura de sua amada esposa, Rhaenys (Eve Best). Em homenagem ao seu sacrifício, ele concorda em se tornar Mão da Rainha, apoiando Rhaenyra sempre que seus vassalos questionam seu julgamento. Quando o construtor naval de origem humilde Addam de Hull (Clinton Liberty) se torna um cavaleiro de dragão, Corlys precisa lidar com a realidade de que Addam e seu irmão, Alyn (Abubakar Salim), são seus filhos bastardos. Quando Corlys nomeia Alyn como seu imediato, este confronta o pai por tê-lo abandonado, a ele e ao irmão, à própria sorte na pobreza.

A grande questão da terceira temporada: Ao longo das duas últimas temporadas, a Serpente Marinha perdeu seus dois filhos e sua esposa. Com apenas suas netas como família, ele aceitará Addam e Alyn como seus verdadeiros filhos?

Jacaerys Velaryon

O filho mais velho de Rhaenyra (Harry Collett) passa a maior parte da segunda temporada emburrado, mas é difícil culpá-lo. Não só seu irmão está morto, como sua mãe está acolhendo bastardos Targaryen na família enquanto se recusa a lidar com o fato de que ele próprio é um bastardo Targaryen. Rhaenyra garante que seus recém-formados cavaleiros de dragão não tentarão usurpar seu lugar como herdeiro, mas ele não está convencido. Porém, após uma conversa com sua esposa/prima/meia-irmã Baela (Bethany Antonia), Jace se alinha e ajuda a garantir que o “exército de bastardos” de sua mãe também se alinhe.

A grande questão da terceira temporada: o medo de Jace sobre o que os ambiciosos cavaleiros de dragão poderiam fazer com seu poder recém-adquirido — especialmente o grosseiro e desrespeitoso Ulf (Tom Bennett) — não é infundado. Será que Ulf se voltará contra Rhaenyra, confirmando os temores de Jace?

Tyland Lannister

Uma das maiores falhas de A Casa do Dragão é que, ao contrário de Game of Thrones, a série não tem senso de humor algum. É aí que entra o Mestre dos Navios Tyland (Jefferson Hall), que se vê envolvido em uma comédia de ação depois que Aemond o envia a Tyrosh para recrutar a temida Triarquia. Mas ser um embaixador em Essos tem suas próprias regras — e é assim que Tyland acaba lutando em um lamaçal com Sharako Lohar (Abigail Thorn), a comandante da frota da Triarquia, que só aceitará seus termos se ele a imobilizar em uma luta. Ele pode ou não ter concordado em ter filhos com as esposas de Lohar, mas de qualquer forma, os Verdes têm uma frota novinha em folha.

A grande questão da terceira temporada: sob a influência caótica de Lohar, Tyland abandonará seus valores inabaláveis ​​do Rochedo Casterly e se integrará completamente à cultura local? Esperamos que sim.

Westeros

Ao final da segunda temporada, todas as peças estão dispostas no tabuleiro de Cyvasse: os três novos cavaleiros de dragão dos Black; Daemon e os Homens do Rio; os navios da Serpente Marinha; Tyland e a frota da Triarquia; Lannisters, Starks e Hightowers de diferentes origens; e Aegon e Larys a caminho de Essos. O episódio final também apresenta algumas surpresas: a irmã de Baela, Rhaena (Phoebe Campbell), que finalmente encontra um dragão para si após dias de busca; e Otto Hightower, exilado e aprisionado. A trilha sonora atinge seu clímax em planos duplos de Rhaenyra e Alicent, insignificantes diante da imensidão de suas tarefas enquanto contemplam o futuro incerto.

A grande questão da terceira temporada: como ficarão os Sete Reinos quando a poeira baixar? Só o Corvo de Três Olhos sabe.

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