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Música

Gravadora de Kendrick Lamar lança de surpresa o álbum de estreia de Imani Imani, ‘Papercut’

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A pgLang, gravadora cofundada por Kendrick Lamar e seu parceiro de negócios Dave Free, lançou de surpresa nesta semana, o álbum de estreia de Imani Imani. Papercut chegou sem aviso prévio, com 11 faixas de R&B, e rapidamente virou assunto nas redes sociais, justamente por ser uma das raras vezes em que o selo libera música de uma artista fora do círculo imediato de Kendrick. O lançamento no meio da semana, fora da sexta-feira tradicional, também foi parte da estratégia.

Imani Imani, cujo nome de nascimento é Imani Ram, já havia aparecido no radar dos fãs de Kendrick antes mesmo de qualquer lançamento oficial. Ela foi creditada como Imani Selina em “I Feel Something”, faixa não lançada de K-Dot que foi apresentada no desfile Chanel Spring-Summer 2024 Haute Couture, em janeiro de 2024. Desde então, rumores sobre sua afiliação com a pgLang circulavam, mas o selo só confirmou a parceria no mesmo dia em que soltou o disco, sem pré-anúncios ou singles anteriores.

Fundada em 2020, a pgLang se descreve como uma “empresa multilíngue a serviço”, o que na prática significa que atua em produção musical, cinema e publicidade simultaneamente. Até agora, o catálogo musical do selo era quase inteiramente composto pelo trabalho de Kendrick e de seu primo Baby Keem, com exceção de Sleepy Soldier (2022), de Tanna Leone, lançado em parceria com a Def Jam. Papercut representa, portanto, uma expansão concreta do selo para além desse círculo.

O disco foi inteiramente produzido e coescrito por Daan Zinkhaan, colaborador próximo de Imani e de origem holandesa, assim como ela. As 11 faixas transitam entre R&B radiofônico, pop e elementos eletrônicos, com uma sofisticação que remete à participação de nomes como James Fauntleroy e Sam Dew nos créditos, dois dos compositores e produtores mais requisitados da cena atual. O resultado é um disco acessível sem ser superficial, com uma voz que sustenta o peso das canções.

Papercut chega num momento em que a pgLang começa a sinalizar uma expansão além do que já era conhecido. Com Kendrick no auge da relevância após a disputa com Drake, o Super Bowl e os Grammys, qualquer movimento do selo ganha atenção amplificada. Lançar o álbum de estreia de uma artista praticamente desconhecida do grande público nesse contexto é uma aposta alta, e os primeiros sinais sugerem que ela pode estar valendo.

Ouça Papercut:

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